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13 de março, 2007 - 14h04 GMT (11h04 Brasília)

Grã-Bretanha estuda metas legais de redução de CO2

O governo britânico divulgou nesta terça-feira um projeto de lei ambiental que poderá transformar a Grã-Bretanha no primeiro país a ter metas legais de redução das emissões de dióxido de carbono.

Com a lei, o governo espera conseguir reduzir as emissões de CO2 em 60% até 2050.

O rascunho do Projeto de Lei de Mudanças Climáticas prevê que “orçamentos de carbono” sejam estabelecidos a cada cinco anos, determinando as metas de redução da substância.

Uma versão mais detalhada será publicada até o fim do ano. O projeto passará por consultas públicas e parlamentares antes de se tornar lei, provavelmente em 2008.

Ambientalistas e partidos de oposição receberam bem a iniciativa, mas alguns disseram que o que o projeto propõe é insuficiente.

Metas

Políticos da oposição ao governo do primeiro-ministro Tony Blair defendem a adoção de metas anuais de redução de emissões de carbono.

Para o representante de Meio Ambiente do Partido Conservador, Peter Ainsworth, metas de longo prazo não funcionam.

“Nós temos que parar de ter sistemas em que as metas são estabelecidas com dez anos de antecedência, ignoradas até o oitavo ano e então silenciosamente abandonadas no nono ano”, disse o oposicionista.

Mas o ministro do Meio Ambiente, David Miliband, rejeitou pedidos para que as metas fossem estabelecidas anualmente.

“Mudar sua política com base no clima de um ano não é uma forma sensata de fazer as coisas”, disse Miliband à BBC.

Tecnologias alternativas

Segundo o ministro do Meio Ambiente, o projeto de lei “nasceu do reconhecimento de que, apesar de termos rompido a ligação entre crescimento econômico e poluição, precisamos fazer mais”. “Nós precisamos ser mais radicais.”

O projeto prevê ainda investimentos em combustíveis e tecnologias alternativas, como energia solar e eólica.

David Miliband disse que é necessário focar mais no papel da população e citou planos de zerar as emissões de carbono das residências britânicas até 2016, além de encorajar o uso de lâmpadas que economizam energia.

“No momento, as residências são responsáveis por 25% das emissões da Grã-Bretanha”, afirmou o ministro.

“A aviação representa 5%, então a aviação é importante, mas tem um quinto da importância das emissões domésticas nesse grande problema. Criminalizar a aviação não vai salvar o mundo.”