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09 de março, 2007 - 07h18 GMT (04h18 Brasília)

Márcia Bizzotto
De Bruxelas

Brasileiros barrados em Madri passam de 20 a 200 em um ano

A média de imigrantes brasileiros barrados no aeroporto de Barajas, em Madri, foi multiplicada por dez nos últimos meses, afirmou à BBC Brasil o cônsul-geral brasileiro nessa cidade, Gelson Fonseca.

“No ano passado, recebíamos informações de que cada mês cerca de 20 brasileiros eram proibidos de entrar na Europa por Barajas. Em janeiro passado, esse número chegou a 200.”

Segundo Fonseca, as denegações atingiram o auge neste mês, quando a Agência de Controle de Fronteiras Externas da União Européia (Frontex) deu início à operação Amazon II, realizada nos aeroportos de Madri, Barcelona, Lisboa, Roma, Milão, Frankfurt, Paris e Amsterdã.

A ação mobiliza 29 especialistas em gestão de fronteiras com o objetivo de combater o fluxo de imigrantes ilegais vindos América do Sul.

Até o último dia 6, um total de 387 brasileiros foram proibidos de entrar na União Européia, o segundo maior grupo entre um total de 1788 sul-americanos. A maioria era de bolivianos: 697.

Mudança de rota

O aumento do número de brasileiros barrados em Madri é um reflexo da mudança da rota preferida pelos imigrantes ilegais.

“Nos últimos dois anos, o controle de imigração endureceu muito a repressão no aeroporto de Lisboa, por onde a maioria dos brasileiros ilegais entrava”, explicou o cônsul-geral do Brasil em Portugal, Júlio Zelner.

“Em decorrência disso, a tendência mudou: os brasileiros agoram preferem Madri.”

De acordo com Zelner, este ano o governo português começou a enviar agentes de imigração para ajudar no trabalho no aeroporto madrilenho e já planeja compartilhar sua experiência também com os oficiais de Paris, atualmente o segundo aeroporto preferido pelos brasileiros ilegais.