08 de março, 2007 - 12h42 GMT (09h42 Brasília)
Steve Rosenberg
De Estrasburgo, França
Um grupo de noruegueses, filhos de soldados alemães da Segunda Guerra Mundial, está processando as autoridades da Noruega na Corte Européia de Direitos Humanos.
O grupo alega que sofreu abusos e discriminação freqüentes depois da guerra.
Durante a guerra, os nazistas incentivaram uniões entre soldados alemães e mulheres norueguesas como parte do plano para criar uma raça superior ariana, com bebês de olhos azuis e cabelos loiros para o Reich de Mil Anos.
As crianças nascidas destas uniões ficaram conhecidas como "crianças Lebensborn".
Na Noruega, logo após a guerra, o grupo alega ter sido alvo de abuso, espancamentos e confinamento em instituições para doentes mentais, tudo porque eram filhas de soldados alemães.
Agora, um grupo de 150 "crianças Lebensborn" está processando o governo da Noruega alegando que não lhe foi oferecida proteção adequada depois da guerra e por discriminação.
No passado, a Noruega ofereceu uma indenização limitada para as ex-"crianças Lebensborn". Mas as autoridades nunca aceitaram responsabilidade pelos supostos casos de abuso que teriam ocorrido até a 60 anos.
A Corte Européia de Direitos Humanos vai ouvir o caso nesta quinta-feira e decidir sua admissibilidade. Se a decisão for a favor da admissibilidade, a Corte Européia vai julgar o mérito das alegações.