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08 de fevereiro, 2007 - 11h06 GMT (09h06 Brasília)

Silvia Salek
de Londres

Brasil 'é o mais pessimista' entre emergentes em ranking global

O empresariado brasileiro é o mais pessimista entre os emergentes que compõem o grupo conhecido como BRIC (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China), segundo um relatório publicado em Londres que analisa o estado das quatro economias.

O International Business Report (IBR), divulgado pela Grant Thornton International, aborda as perspectivas de empresários para este ano e também faz previsões para as quatro economias até 2050.

A Índia está no topo da lista que elenca 32 países de acordo com o percentual de empresários que se declararam otimistas para os próximos 12 meses. Segundo a pesquisa, que ouviu 7,2 mil empresários, 97% dos indianos estão otimistas.

No Brasil, 47% se declararam otimistas, na Rússia, 57%, e na China, 86%. A média global foi de 45%.

Segundo a pesquisa, dificuldades para se conseguir empréstimos, escassez de financiamento de longo prazo e pessimismo com as exportações ajudam a explicar o resultado do Brasil.

Apesar disso, 74% dos empresários ouvidos no Brasil disseram esperar um aumento expressivo no faturamento e 68% nos lucros; valores superiores à média global, mas bem abaixo da média dos BRIC (87% e 74%, respectivamente).

O único parâmetro que deixa o Brasil abaixo da média global é o otimismo com as exportações. Apenas 12% estão otimistas no Brasil, contra 20% na média global e 22% na média dos BRIC.

Outros países, como a Argentina, México e África do Sul, que embora não façam parte do grupo BRIC, também são considerados emergentes, demostraram esperar mais do que o Brasil nos próximos 12 meses e estão na frente do País no ranking.

Nos Estados Unidos, o pessimismo é bem maior e apenas 14% dos entrevistados se disseram otimistas com os próximos 12 meses.