24 de janeiro, 2007 - 18h25 GMT (16h25 Brasília)
A polícia da Itália revelou nesta quarta-feira que, nos últimos quatro meses, foram presos quase 800 integrantes de uma rede de prostituição e de tráfico de pessoas que operava no país.
De acordo com o correspondente da BBC na Itália Mike Lanchin, a maioria dos presos na chamada Operação Spartaco, realizada em todo a Itália, são estrangeiros de nacionalidade brasileira, romena, nigeriana ou chinesa.
O chefe do Departamento Contra o Crime da Itália, Francesco Gratteri, disse que cerca de 1,3 mil pessoas de diversas nacionalidades estão sendo investigadas por envolvimento na rede de tráfico, além dos 800 presos.
Acredita-se que as gangues criminosas convenciam moças dos Bálcãs e do Leste europeu a se prostituir e depois as submetiam a um regime de semi-escravidão.
"Em alguns casos, a garota é conquistada com a promessa de um trabalho, mas para isso tem de pagar uma quantia de dinheiro", disse Gratteri.
"Depois disso, quando ela é forçada a se prostituir e viver num regime de escravidão, ela também tem de pagar diariamente ou mensalmente para seu cafetão para que ela possa sobreviver."
A polícia acredita que cada mulher tenha rendido às gangues pelo menos US$ 6 mil (aproximadamente R$ 12,8 mil) por mês.
Várias casas noturnas e bares sofreram batidas e foram fechados na operação.