08 de dezembro, 2006 - 08h38 GMT (06h38 Brasília)
Marina Wentzel
De Hong Kong
A AirChina realizará no domingo, 10 de dezembro, seu vôo inaugural ao Brasil pela rota Pequim-São Paulo com escala de reabastecimento em Madri.
Esta é a primeira vez que uma companhia chinesa oferece regularmente vôos diretos ao Brasil.
O vôo deverá ter 22 horas de duração. Atualmente a viagem entre Pequim e São Paulo leva mais de 30 horas, com conexão obrigatória via Europa ou Estados Unidos.
Um dos passageiros do vôo inaugural – que já está lotado – será o Embaixador brasileiro na China, Luiz Augusto de Castro Neves, que vai participar da cerimônia de inauguração da rota e depois embarcar com sua esposa para o Brasil.
A aeronave designada para o trajeto é um Boeing 767, que tem pouco mais de 280 assentos.
Passagens na classe econômica custarão a partir de 25.870 yuans (R$ 7.150). Bilhetes na classe executiva sairão por 79.650 yuans (R$ 22.350). A AirChina não oferece primeira classe ao Brasil, embora disponha desta classe para outros destinos.
Acordos
O estabelecimento desta rota estava previsto na série de acordos bilaterais assinados pelo presidente Lula em maio de 2004, quando visitou a China.
A idéia original era que a Varig participasse da parceria para explorar esta linha, mas problemas financeiros enfrentados pela empresa brasileira obrigaram a AirChina a desenvolver o projeto sozinha.
A companhia chinesa oferecerá inicialmente dois vôos por semana, com partidas às quinta-feiras e aos domingos. Caso a rota se prove economicamente viável, há planos de aumentar a frequência para quatro saídas semanais.
"O intercâmbio comercial entre os dois países tem se intensificado, e esta rota vem atender a uma crescente demanda tanto de pessoas viajando a trabalho quanto de turistas" disse à BBC Brasil o diplomata Luciano Souza, chefe do setor comercial da embaixada brasileira em Pequim.
"O Brasil é destino aprovado pelo governo chinês para o turismo de seus cidadãos. Com isso, há muito potencial para desenvolver a ida de chineses ao Brasil", avalia Souza.
Com a nova rota a AirChina espera atender não apenas a viajantes do Brasil e da China, mas também da Argentina, Chile e Uruguai que queiram voar à Ásia via São Paulo.