04 de dezembro, 2006 - 13h31 GMT (11h31 Brasília)
Uma pesquisa mundial encomendada pela BBC concluiu que os jovens brasileiros são os que se mostraram mais preocupados com a expectativa de conseguir um bom emprego e a violência em comparação com jovens de nove outros países.
A pesquisa, encomendada para o especial Geração do Futuro, foi realizada com adolescentes entre 15 e 17 anos em dez grandes cidades mundiais: Rio de Janeiro, Nova York (EUA), Londres (Grã-Bretanha), Moscou (Rússia), Jacarta (Indonésia), Cairo (Egito), Bagdá (Iraque), Lagos (Nigéria), Nova Déli (Índia) e Nairóbi (Quênia).
A pesquisa foi feita com 300 jovens em média em cada cidade. Quando perguntados se estariam preocupados sobre conseguir um bom emprego, 97% dos entrevistados brasileiros disseram que sim, os índices mais altos.
Em segundo lugar, aparecem os respondentes em Lagos, com 89% e Nova Déli, com 85%.
Os que se mostraram menos preocupados com o assunto foram os jovens ouvidos em Londres (55%), Nova York (58%) e Bagdá (59%).
Educação
A maioria dos jovens no Rio de Janeiro (82%), segue a tendência mundial de considerar que uma boa educação é fundamental para habilitá-los para o mercado de trabalho. A média dos respondentes em todo o mundo para esta questão foi de 75%.
Quando perguntados qual o maior problema global, a maior parte dos pesquisados no Brasil (35%) citou a educação, um pouco acima da média geral da pesquisa, que é de 25%.
Na média mundial, os jovens apontaram o terrorismo (36%), acima da educação, como o assunto que mais os preocupa globalmente.
Os entrevistados brasileiros foram os que admitiram em maior número (40%) que aceitariam trapacear para ingressar na universidade. Em todo o mundo, a média foi de 17%.
Crime
Os jovens brasileiros seguem a tendência mundial de considerar que o crime esteja aumentando, porém, com 97% de respostas positivas, os ouvidos no Rio de Janeiro são os que se mostraram os mais unânimes entre os pesquisados. No resto do mundo, a média foi de 85%.
No Rio, a maior parte dos entrevistados (51%) disse que desejaria ver a maioridade criminal reduzida dos atuais 18 anos para a faixa dos 14 a 16 anos.
Quando perguntados se se sentiriam mais seguros carregando uma arma, 27% dos jovens em todo o mundo disseram que sim, mas no Rio, a média foi menor, 17%.
Os jovens pesquisados no Rio também foram os que se mostraram mais condescendentes entre todos com relação à pirataria.
Globalmente, 64% dos jovens concordaram que a fabricação ou venda de cópias de marcas famosas deveria ser considerado um crime, mas no Rio, a proporção praticamente se inverteu, com 60% dos entrevistados dizendo achar que isto não deveria ser uma ofensa criminal.