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01 de dezembro, 2006 - 01h04 GMT (23h04 Brasília)

Denize Bacoccina
Enviada especial a Caracas

Polícia desbaratou plano contra candidato opositor, diz Chávez

O presidente venezuelano Hugo Chávez disse nesta quinta-feira que a polícia do país desbaratou um plano para assassinar o principal candidato da oposição, Manuel Rosales. O comando de campanha de Rosales disse desconhecer o plano.

Chávez disse que um grupo que ele chamou de “fascistas radicais” estava tramando usar um rifle com um visor telescópico para atirar em Rosales durante um discurso, para culpar o governo de Chávez.

“Eles iam dizer que Chávez mandou alguém para matá-lo e gerar o caos”, afirmou Chávez.

O presidente disse que as autoridades apreenderam a arma de veículo, mas não informou se alguma pessoa foi detida.

“Felizmente, nossos serviços de inteligência melhoraram muito e conseguimos neutralizar vários planos de loucos”, disse Chávez, sem dar mais detalhes.

"Cortina de fumaça"

O presidente fez a afirmação durante uma entrevista de três horas que concedeu nesta quinta-feira no Palácio Miraflores, a sede do governo. Chávez dedicou a maior parte da entrevista, que teve apenas oito perguntas, a falar de sua campanha presidencial.

O porta-voz internacional da campanha de Rosales, Timoteo Zambrano, disse que a declaração de Chávez é uma “cortina de fumaça” e que “ninguém acredita” nas afirmações do presidente.

Zambrano disse que o governo é obrigado a proteger a vida de todos os cidadãos, incluindo os candidatos a presidente.

Também nesta quinta-feira, a polícia tentou entrar num dos escritórios regionais da campanha de Rosales, em Caracas, mas foi impedida.

Segundo Zambrano, a polícia não tinha ordem judicial de busca e plantou as armas no local.