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14 de novembro, 2006 - 16h36 GMT (14h36 Brasília)

Conclusão de segundo inquérito sobre caso Jean Charles é adiada

A conclusão de um inquérito que investiga se houve acobertamento da morte do brasileiro Jean Charles de Menezes foi adiada para depois do Natal, informou nesta terça-feira o órgão responsável pelo inquérito, a a Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês).

“A investigação provou ser complexa”, afirma uma nota divulgada por um porta-voz da IPCC.

“Não só foi necessário entrevistar um número enorme de testemunhas, como também tivemos que estabelecer a ordem precisa dos eventos, como a informação foi repassada da cena dos tiros aos oficiais na Scotland Yard (polícia de Londres) e depois como e quando ela foi dividida com as partes interessadas.”

De acordo com a nota, um esboço do relatório será encaminhado ainda neste mês para os comissários que supervisionam a investigação. A publicação final do relatório, no entanto, “não deve acontecer antes do Natal”.

Stockwell II

Jean Charles de Menezes foi morto a tiros por policiais um dia depois de uma tentativa fracassada de atentados contra o transporte público de Londres, em julho de 2005.

No dia 22 daquele mês, o brasileiro foi seguido por policiais à paisana que o confundiram com um terrorista. Jean Charles foi baleado dentro da estação de metrô de Stockwell.

No início desde ano, com base em um primeiro relatório preparado pelo IPCC, a Promotoria Pública Britânica decidiu não processar os indivíduos envolvidos na morte de Menezes, decisão que está sendo contestada pela família do brasileiro.

A Polícia de Londres enfrenta uma ação judicial por violações de leis de saúde e de segurança por não ter oferecido proteção adequada para Jean Charles no dia em que ele foi baleado.

O segundo relatório do IPCC, conhecido como Stockwell II, trará conclusões sobre um inquérito no qual se investigou se houve ou não acobertamento da morte do eletricista, e se houve alguma conduta irregular do chefe da polícia de Londres, Ian Blair, no caso.