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07 de novembro, 2006 - 20h37 GMT (18h37 Brasília)

Bônus para financiar vacinas estréia com sucesso em Londres

Um novo tipo de título de investimento, que será usado para financiar campanhas de vacinação em países pobres, mostrou ser um grande sucesso no seu dia de lançamento, nesta terça-feira.

A procura pelo bônus, lançado em Londres pelo ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, foi o dobro do total de papéis disponibilizado aos investidores.

O primeiro título foi entregue a um cardeal vindo do Vaticano, representando o papa Bento 16.

A iniciativa tem como meta arrecadar US$ 4 bilhões dentro dos próximos dez anos.

A embaixada do Brasil em Londres informou que, em visita à Grã-Bretanha neste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a participar do projeto.

"Revolucionário"

Além da Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha, Suécia e Noruega também apoiam a iniciativa.

Os organizadores do projeto – a Aliança Global pelas Vacinas e Imunizações (Gavi, na sigla em inglês), órgão que reúne governos, ONGs e organismos internacionais como o Banco Mundial – dizem que o bônus vai revolucionar a maneira como países ricos ajudam países pobres.

O valor dos bônus equivale à quantia que o país destinaria a programas de vacinação em países pobres ao longo dos próximos dez anos.

A diferença é que o esquema permite que o dinheiro seja usado imediatamente em um programa de vacinação em massa, salvando vidas e ajudando a erradicar doenças como a poliomielite.

A Gavi calcula que o dinheiro vai permitir a imunização de 500 milhões de crianças até 2015, salvando 10 milhões de vidas que de outra forma seriam perdidas por causa de doenças como sarampo, difteria e tétano.

Estados Unidos

Brown disse que espera convencer outros países, entre eles os Estados Unidos, a participarem. O país reluta em assumir, no presente, compromissos que terão de ser honrados por administrações futuras.

É a primeira vez que um bônus são lançados para levantar fundos para o combate à doenças.

Nesse primeiro momento, o esquema funcionará de forma experimental, com a maior parte do dinheiro sendo oferecida pela Grã-Bretanha e pelo bilionário Bill Gates.

O governo britânico espera que a iniciativa possa ser ampliada para incluir o combate à malária e à Aids.