28 de outubro, 2006 - 15h29 GMT (12h29 Brasília)
O aquecimento global pode consumir até 20% da economia mundial, de acordo com um estudo encomendado pelo governo britânico que deve ser publicado na segunda-feira.
Este seria o pior cenário, sendo que, na melhor das hipóteses, combater o problema diminuiria a economia mundial em 1%.
O relatório se baseou em argumentos econômicos e não ambientais.
De acordo com o correspondente econômico da BBC, Hugh Pym, o relatório deve ter uma relevância considerável porque seu responsável, Nicholas Stern, um antigo economista do Banco Mundial, é considerado uma figura neutra.
Para Pym, o relatório deve ser visto como objetivo por ter sido baseado em fatores econômicos amplamente aceitos.
Alternativa
O documento poderia assim convencer céticos nos Estados Unidos, onde o aquecimento global é freqüentemente negado.
A equipe de Stern analisou o impacto que o aquecimento global deve ter no PIB mundial até o ano de 2100.
O governo britânico havia encomendado o estudo em julho de 2005 com a intenção de trazer luz quanto ao impacto apresentado pelo fenômeno e discutir as melhores alternativas para o país e o mundo.
Críticos desta visão argumentam que as mudanças climáticas estão fora do controle humano e que a melhor alternativa seria estimular ainda mais o crescimento econômico para que os países adquiram recursos suficientes para pagar pelas adaptações no futuro.
Analistas dizem esperar que o documento britânico defenda a tese de que economistas subestimaram os custos que as mudanças climáticas vão acarretar.