19 de outubro, 2006 - 04h39 GMT (01h39 Brasília)
Greg Morsbach
De Caracas
A Espanha cancelou um importante acordo de defesa que tinha com a Venezuela devido a restrições impostas pelos Estados Unidos no dia 1º de setembro.
O acordo previa a venda de doze aviões de transporte, mas o governo de Washington proibiu a negociação de material bélico para a Venezuela que contenha componentes fabricados nos Estados Unidos.
A Espanha é mais um país que cancela contratos de defesa com o governo de Caracas devido a essas restrições. Antes disso, Brasil, Suécia e Coréia do Sul fizeram o mesmo.
Rússia e China
O governo dos Estados Unidos impôs a proibição de venda de componentes militares para a Venezuela alegando que o regime de Hugo Chávez não coopera com a guerra contra o terrorismo.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, disse que a empresa espanhola EADS-CASA não poderia vender os aviões aos venezuelanos porque é incapaz de substituir os componentes americanos por outros com baixo custo.
Um alto funcionário do governo venezuelano disse que seu país continuará negociando com a Rússia e com a China para modernizar seu sistema de defesa nacional.
A venda de 12 aviões de transporte para a Venezuela havia sido anunciada como o maior contrato de defesa da história da Espanha, com um preço superior a US$ 2 bilhões.
A Espanha também havia prometido à Venezuela vender oito barcos de guerra, mas especialistas acreditam que o negócio pode não sair, devido à mesma imposição americana.