11 de outubro, 2006 - 12h17 GMT (09h17 Brasília)
A magnata do setor de reciclagem Zhang Yin se tornou a primeira mulher a liderar a lista das pessoas mais ricas da China, com uma fortuna pessoal de US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 7,3 bilhões).
Zhang Yin é agora a mulher mais rica do mundo a ter construído seu próprio patrimônio, passando à frente da apresentadora de TV americana Oprah Winfrey e da escritora britânica J. K. Rowling, criadora do personagem Harry Potter.
Zhang, que tem 49 anos, é a fundadora da Nine Dragons Paper, que recicla papel comprado dos Estados Unidos para uso na China.
As ações da Nine Dragons quase triplicaram de valor desde que passaram a ser negociadas na bolsa de Hong Kong, no início do ano.
Posição da mulher
Até o ano passado, o império da empresária valia US$ 375 milhões e ela ocupava o 36º lugar na lista compilada pelo Hurun Report.
O primeiro lugar era ocupado por Huang Guangyu, da GoMe Electrical Appliances.
A Revolução Comunista, de 1949, adotou uma série de medidas para combater a desigualdade entre os sexos: proibiu a prática de atar os pés femininos – que deformava e impedia o crescimento do membro – e deu às meninas o direito à educação.
Apesar dos avanços, a posição da mulher na sociedade chinesa continua inferior à do homem. Os principais cargos da administração pública, por exemplo, são ocupados por homens.
Na lista dos 500 mais ricos da China, divulgada nesta quarta-feira, além de Zhang Yin, há apenas outras 34 mulheres.
Bilionários
A lista mostra também que o número de bilionários na China, atualmente em 15, dobrou de 2005 para 2006.
O crescimento acelerado da economia chinesa, que chegou a 11,3% no segundo trimestre de 2006, está aumentando a distância entre ricos e pobres no país.
Em julho, o presidente Hu Jintao pediu medidas mais sérias para combater a aumento da desigualdade na China.
Além disso, em uma reunião para a elaboração de políticas do Partido Comunista, que terminou nesta quinta-feira, o governo elegeu o desenvolvimento social como prioridade, mudando o tom de discursos anteriores, mais concentrados em política e economia.