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09 de outubro, 2006 - 10h48 GMT (07h48 Brasília)

'Falcões' querem firmeza de vizinhos da Coréia do Norte, diz NYT

A linha dura do governo americano considera que "chegou o momento" de países vizinhos da Coréia do Norte, especialmente China e Rússia, enrijecerem as posições contra as ambições nucleares de Pyongyang, reporta em sua edição desta segunda-feira o jornal americano The New York Times.

Os chamados "falcões" querem que as duas maiores potências vizinhas à Coréia do Norte cortem o fornecimento de petróleo e mantimentos ao regime de Pyongyang, afirma o jornal.

Antes mesmo que a Coréia do Norte anunciasse a realização do seu primeiro teste com uma arma nuclear, a idéia teria sido defendida em encontros de emergência realizados em Washington no domingo à noite.

Monitores sul-coreanos identificaram uma explosão na província de Hamgyong às 11h36 da manhã da segunda-feira, quando em Washington ainda eram 21h36 da noite de domingo.

A matéria relata que, menos de uma hora antes, os norte-coreanos haviam informado seus vizinhos e tradicionais aliados chineses que o teste nuclear estaria a minutos de ocorrer.

Passada à Embaixada americana em Pequim, a mensagem teria chegado ao presidente americano George W. Bush pouco depois das 22h00.

De acordo com o NYT, é provável que os Estados Unidos pressionem também os sul-coreanos para que encerrem sua política de diálogo e abertura com o polêmico vizinho do Norte.

Debate

O espanhol El Mundo destacou a alta temperatura do debate realizado no domingo à noite entre os dois candidatos à presidência brasileira, e registrou a surpresa dos brasileiros com "a cara" dos dois candidatos que por mais de duas horas trocaram farpas.

"Ambos os candidatos aspiravam a romper com o papel que lhes foi atribuído durante a campanha", avaliou a reportagem.

Partindo para uma "confrontação direta" com Lula, Alckmin abandonou a imagem insossa pintada pela imprensa "majoritariamente favorável" à sua candidatura, disse o jornal.

Quanto a Lula e o PT, "parecem haver enfim despertado, e estão dispostos a se apresentar para a batalha, coisa que haviam se recusado a fazer até agora, convencidos de que seriam os mais votados sem a necessidade sequer de despentear-se".

Mercosul

O argentino Clarín publicou uma entrevista com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, no dia em que o representante brasileiro chega a Argentina para discutir as relações bilaterais.

Furlan disse que o Mercosul é um projeto estratégico e que passou por vários presidentes do Brasil e da Argentina, e rechaçou a sugestão de que um eventual governo de Geraldo Alckmin vá prejudicar as relações dentro do bloco.

"O maior sócio comercial da Argentina é o Estado de São Paulo. Por que os paulistas se oporiam a um aprofundamento do Mercosul?", questionou o ministro, segundo a reportagem.

Furlan disse que um eventual segundo governo do presidente Lula aumentaria o ritmo de crescimento da economia brasileira, que se tornaria "uma draga de mercadorias" argentinas.

"Se o Brasil crescer, o Mercosul continuará bem", ele declarou.

Little Brazil

Já um editorial do irlandês Irish Independent louva a imigração brasileira para o país, ao comentar um documentário que mostra como vivem os nativos do Brasil no país a oeste do Reino Unido.

Os 20 mil brasileiros mostrados na Irlanda "não poderiam estar mais felizes, e, de forma gratificante, esse sentimento se espelhou nos moradores locais", afirmou o editorial.

"Em um momento em que somos constantemente informados de que a Irlanda é um ninho de atividades racistas e beligerantes, este é um lembrete bem-vindo de que, de maneira geral, os irlandeses até que são uma rapaziada decente", diz o bem-humorado texto.

"Os brasileiros são bem-vindos e agradecemos pela contribuição positiva que têm feito à sua nova casa", dizem os editorialistas, que também notam: "Além de tudo isso, pense só na melhora do nosso futebol que vamos ver nos próximos anos. Só Deus sabe o quanto precisamos disso."