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06 de outubro, 2006 - 14h44 GMT (11h44 Brasília)

Bienal tem menos artistas e mais obras; veja fotos

A 27ª Bienal de São Paulo começa neste sábado e vai até o dia 17 de dezembro no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera.

Com a participação de 118 artistas, o evento não apenas contará com a mostra expositiva, terá também a quinzena de filmes e seminários.

O tema central da mostra é "Como Viver Junto". O tema foi inspirado em seminários de Roland Barthes (1975-1980), da década de 70, para o Collège de France, propondo uma reflexão sobre a vida coletiva em espaços compartilhados.

Veja imagens de algumas das obras participantes.

Os curadores viajaram pelo mundo em busca dos artistas que melhor representam ideais e conflitos da vida contemporânea nestes espaços. E decidiram que esta Bienal teria menos artistas e mais obras de cada um.

Outro resultado destas viagens é que o sistema de representações nacionais - em vigor desde a primeira bienal em 1951 e no qual cada país podia indicar um artista para a mostra - foi eliminado.

Outro eixo conceitual da Bienal é o "Programa Ambiental" do artista Hélio Oiticica, um conjunto de textos e práticas. A Bienal não exibe obras do artista mas tenta valorizar sua teoria inventiva. A Bienal tenta se colocar na "interseção de duas linhas de pensamento de Oiticica: o sentido de 'construção', (...) e o 'adeus à estética'".

A Bienal 2006 também reconhece o trabalho do artista Marcel Broodthaers, retomando suas reflexões e refletindo sobre temas-chave, como: para quem o artista produz?

A Quinzena de Filmes da Bienal conta com 39 filmes do mundo todo em um cinema fora do pavilhão. Um dos destaques é a estréia mundial de Andarilho, do artista mineiro Cao Guimarães. Também estréia oficialmente na Quinzena o longa Saudi Solutions, da cineasta Bregtje van der Haak.

Dez artistas do mundo todo participaram do programa de residências artísticas da 27ª Bienal de São Paulo, vivendo de um a três meses em três pontos do país: Rio Branco (AC), Recife (PE) e em São Paulo. Acima a obra do italiano Francesco Jodice, São Paulo City Tellers.

O evento também tem outras ramificações, como uma série de seminários que começou em janeiro, palestras e fóruns de discussão e a publicação de quatro livros com projetos gráficos de vários artistas.