08 de setembro, 2006 - 05h00 GMT (02h00 Brasília)
Dan Collyns
De Lima
Pressionado por grupos ambientalistas, o governo peruano voltou atrás em uma decisão tomada na semana passada e proibiu vôos sobre as ruínas de Machu Picchu.
Anteriormente, o governo havia concedido uma licença para passeios de helicóptero no local.
Ambientalistas, no entanto, afirmaram que várias plantas e animais raros seriam gravemente afetados pelos sobrevôos de helicóptero em baixa altitude na região.
Machu Picchu é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade e a principal atração turística do Peru.
Devido a reclamações de ambientalistas e arqueologistas, o Ministério de Transportes e Comunicações peruano foi obrigado a voltar atrás e a proibir sobrevôos em toda a área ao redor das ruínas incas.
Danos irreparáveis
Diversos ambientalistas de destaque afirmaram que os vôos no local causariam danos irreparáveis às ruínas e que animais selvagens raros seriam assustados e se afastariam do local.
Passeios do tipo já haviam sido permitidos nos anos 90, mas foram banidos logo depois.
Segundo o Instituto de Recursos Naturais do Peru, esses vôos provocaram o desaparecimento de uma espécie rara de orquídea e do condor andino, que eram encontrados na região.
Machu Picchu é considerada uma das mais bem preservadas ruínas pré-colombianas do continente americano.
No entanto, segundo especialistas, as ruínas vêm sendo lentamente danificadas pelas hordas de turistas que as visitam a cada ano.
O governo peruano afirmou que está investindo em uma campanha para tornar Machu Picchu uma das sete maravilhas do mundo.