07 de setembro, 2006 - 11h34 GMT (08h34 Brasília)
A Justiça britânica vai realizar no início de 2007 as primeiras audiências do caso Diana, quase dez anos depois do acidente que matou a princesa de Gales, em 31 de agosto de 1997.
O Escritório de Informação Judicial confirmou que o caso será conduzido pela juíza Elizabeth Butler-Sloss, que examinará as evidências a partir de outubro deste ano.
A princesa Diana e seu namorado, Dodi Al-Fayed, morreram depois que a Mercedes-Benz em que eles viajavam bateu dentro de um túnel sob a Ponte de L’Alma, em Paris. O casal fugia da perseguição de fotógrafos papparazzi, após deixar o Hotel Ritz.
O caso, a primeira investigação oficial sobre a morte de Diana e Dodi na Grã-Bretanha, foi aberto em 2004, seis anos depois do acidente. O atraso foi atribuído em parte à longa investigação realizada pela Justiça francesa.
'Novos indícios'
O juiz Michael Burgess, que começou a examinar o caso em 2004, havia adiado o processo à espera de um relatório policial do então comissário da Scotland Yard, John Stevens, que investigava a possibilidade de o desastre não ter sido um acidente.
Em maio deste ano, Stevens revelou que "novas testemunhas e indícios judiciais" haviam surgido.
Mas o juiz Michael Burgess se retirou do caso em julho, alegando uma "pesada e constante" carga de trabalho.
A nova juíza Elizabeth Butler-Sloss examinará as evidências de Stevens e também de um inquérito conduzido na França.
Em 1999, a investigação francesa culpou o motorista da Mercedes, Henri Paul, que também morreu na batida.
Segundo as conclusões da investigação francesa, o motorista havia bebido e tomado drogas que necessitam de prescrição médica, e dirigia com excesso de velocidade.
A justiça britânica não detalhou se uma investigação sobre Dodi Al-Fayed será realizada em conjunto com a de Lady Di, ou em separado.