03 de setembro, 2006 - 20h30 GMT (17h30 Brasília)
Rob Watson
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sempre soube que estaria liderando uma missão difícil no Afeganistão, mas a situação se provou ainda mais complicada que o esperado.
Seu objetivo, que não mudou, era dar legitimidade ao governo afegão. Ou, mais claramente, ajudar a prover um pouco mais de estabilidade para permitir a reconstrução política e econômica do país.
Quando a Otan concordou em expandir sua missão de paz para cobrir três quartos do território do país, o que não foi levado em consideração foi a determinação dos insurgentes do Talebã e da al-Qaeda.
Contra-insurgência
Evidentemente, as coisas não ocorreram como o planejado. Apesar de a Otan não ter sido arrastada para um papel antiterrorismo, a organização acabou presa numa luta contra insurgentes.
Enquanto tropas da Otan se dirigiam para o sul do Afeganistão, elas descobriram que o Talebã não só havia se reagrupado, mas se fortalecido na região. De certa forma, a Otan não foi surpreendida por isso.
Até a Otan se dirigir para o sul, havia poucas forças internacionais na área. Na província de Helmand, por exemplo, havia pouco mais de cem soldados americanos.
Agora, há mais de 4 mil soldados britânicos, o que significa que o contato com o inimigo é inevitável.
E, ao contrário das forças lideradas pelos americanos, a Otan está determinada a manter suas posições e deixar que confrontos aconteçam.
Apesar de alguns rostos preocupados entre os representantes da Otan e dos 30 países que enviaram os 18,5 mil soldados, há um consenso de que esta missão é importante demais para que se permita que ela fracasse, apesar dos desafios.