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28 de agosto, 2006 - 09h46 GMT (06h46 Brasília)

Repsol reclama de perseguição na Bolívia, dizem jornais

A "perseguição judicial" que a companhia espanhola de gás e petróleo Repsol YPF afirma estar sofendo na Bolívia é destaque nas edições dos jornais espanhóis El País e El Mundo nesta segunda-feira.

Na semana passada, o ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Andrés Soliz Rada, afirmou que o contrato firmado entre a Andina (a filial da Repsol YPF na Bolívia) e a Petrobras em 2002 para proteção contra variações no preço do gás fez com que a Bolívia deixasse de recolher cerca de US$ 160 milhões em impostos.

Soliz disse que o contrato é fraudulento, mas a Repsol YPF defendeu a legalidade do documento.

A empresa disse que se a "perseguição sistemática contra a companhia" continuar, será obrigada a entrar com ações "em todos os foros de justiça independentes, nacionais e internacionais".

Outros tempos

O jornal britânico The Daily Telegraph dedica praticamente uma página inteira à vitória do piloto brasileiro de Fórmula-1, Felipe Massa, no Grande Prêmio da Turquia, neste domingo.

"Se o momento foi bonito para Felipe Massa, com seus familiares desmanchando-se em lágrimas na garagem da Ferrari, sua vitória no Grande Prêmio da Turquia pode ser o detalhe que custará a Michael Schumacher seu oitavo título mundial", diz o jornal.

O diário lembra que em outros tempos, a Ferrari não teria pensado duas vezes antes de deixar Massa esperando na pista para Schumacher entrar nos boxes primeiro quando o safety car apareceu na pista.

"Mas isto foi nos dias anteriores à virada fatídica na Áustria em 2002, quando Rubens Barrichello desviou para Schumacher receber a bandeirada", ressaltou o jornal.

Tropa de paz

O envio de soldados de países da União Européia (UE) ao Líbano continua sendo destaque na imprensa européia.

O jornal alemão Financial Times Deutschland elogiou a decisão da UE de sexta-feira de colaborar com cerca de sete mil soldados para a força de paz da ONU para manter o cessar-fogo no Líbano.

Por outro lado, o diário destacou que a confusão sobre o número de soldados que antecedeu a decisão mostra "a natureza desajeitada da União Européia".

Austríaca

A imprensa internacional continua acompanhando os desdobramentos da história da jovem austríaca que permaneceu presa durante oito anos em um quarto subterrâneo de uma casa em Viena.

De acordo com o britânico The Independent, Natascha Kampusch, de 18 anos, recusa-se a ver seus pais, que reclamam que o acesso à filha está sendo negado pela polícia.

Um porta-voz da polícia disse que "ninguém está impedindo-na de ver os pais, ela é um adulto capaz de tomar decisões por conta própria".

O jornal The Times diz que a imprensa austríaca afirmou que Kampusch teria tido relações sexuais com seu captor, Wolfgang Priklopil, que teriam sido voluntárias, porém as informações não foram confirmadas por investigadores de polícia.