26 de agosto, 2006 - 21h13 GMT (18h13 Brasília)
Centenas de chefes tribais iraquianos fecharam um "pacto de honra" para reduzir a violência entre grupos civis no Iraque.
Reunidos em Bagdá, os líderes concordaram em apoiar um plano de reconciliação nacional proposto pelo primeiro-ministro, Nouri-al-Maliki.
A reunião foi a primeira de uma série de encontros convocados pelo primeiro-ministro para promover o diálogo e a unidade nacional.
Al-Maliki apelou aos líderes tribais para enfatizar seu papel influente na sociedade iraquiana, em que a identidade tribal é forte, disse a editora da seção Árabe da BBC, Karen O’Brien.
O primeiro-ministro afirmou que muitas tribos são compostas de muçulmanos xiitas e sunitas – grupos que vêm se enfrentando diariamente por todo o país, resultando em milhares de mortos.
Desafio
Autoridades afirmam que a violência já diminuiu em áreas de Bagdá onde o patrulhamento de casa em casa é realizado por forças conjuntas de iraquianos e americanos.
Mas alguns pontos desse processo permanecem uma incógnita.
Militares no Iraque dizem que reabilitar a confiança na polícia iraquiana, percebida como muito influenciada pelo sectarismo, será um desafio.
Além disso, o primeiro-ministro Al-Maliki terá de ser bem sucedido em seu esforço para angariar apoio político para desarmar as milícias.
Neste sábado, ele respondeu às críticas por concordar com a permanência de tropas americanas no Iraque.
Para Maliki, é improvável que os soldados americanos deixem o país sem que se tenha alcançado algum grau de unidade nacional.