19 de agosto, 2006 - 17h21 GMT (14h21 Brasília)
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, instruiu o ministro do trabalho chileno a tentar ajudar nas negociações para encerrar a greve na maior mina de cobre do mundo, que fica no norte do país.
A produção da mina de Escondida foi paralisada quando os grevistas bloquearam a entrada da mina.
A companhia que controla a mina anunciou a suspensão das negociações com os trabalhadores, que já estão parados há 12 dias.
O Chile é o maior produtor mundial de cobre e o governo chileno está preocupado com o efeito que a greve possa ter na economia.
No início da semana, havia esperança de que a greve pudesse ser encerrada rapidamente, com os trabalhadores reduzindo o pedido de aumento de 13 para dez por cento pela primeira vez.
Só que a companhia mineradora que controla a mina se retirou das negociações com o bloqueio dos acessos à mina, classificando o ato como um “ato ilegal” e que só voltaria a conversar quando a “legalidade fosse restaurada”.
O presidente do sindicato, Luis Troncoso, disse que os trabalhadores estão dispostos a manter o bloqueio até que a companhia mude sua atitude em relação à greve.
A BHP Billiton, que detém a maior parte da mina, conseguiu até então manter a produção da mina em 40% usando mineiros contratados para substituir os grevistas.
A mina de Escondida produz cerca de 8% de todo o cobre do mundo e o prejuízo diário é avaliado em cerca de US$ 16 milhões (cerca de R$ 34 milhões).
A maior preocupação da companhia é a de não conseguir atender as demandas de seus clientes e insiste que a produção não pode continuar nas atuais condições.
Para os trabalhadores, os preços recordes que o cobre atingiu no mercado internacional fez com que eles decidissem pedir um aumento de 10%, mais o pagamento de um bônus de US$ 26 mil (cerca de R$ 55 mil) por trabalhador.
A oferta da empresa é de um aumento de 3% e um bônus de US$ 16 mil (cerca de R$ 34 mil)