10 de agosto, 2006 - 11h29 GMT (08h29 Brasília)
Diversas companhias aéreas cancelaram seus vôos para a Grã-Bretanha nesta quinta-feira, depois que a polícia londrina informou ter desvendado um plano para explodir aeronaves em pleno ar.
A British Airlines cancelou todos os seus vôos curtos e avisou que poderia suspender também as operações de longa distância, dependendo das condições nos aeroportos.
A empresa mantém um vôo diário para São Paulo (que sai todas as noites de Londres) e três vôos semanais para o Rio de Janeiro. Esses vôos não foram afetados, segundo assessoria da empresa.
Entre outras grandes companhias aéreas, a alemã Lufhtansa, a espanhola Ibéria e a grega Olympic cancelaram todos os vôos para a Grã-Bretanha nesta quinta-feira. A franco-holandesa Air France-KLM, maior companhia da Europa, suspendeu seus vôos de Paris e cancelou alguns de Amsterdã.
Longo prazo
Seguindo pedidos da Autoridade Britânica de Aeroportos (BAA, na sigla em inglês), os aeroportos de Heathrow – pelo qual passam mais de 180 mil passageiros por dia – e Gatwick suspenderam todos os seus vôos.
No aeroporto de Stansted, os passageiros enfrentam atrasos de mais de três horas. Há cinco aeroportos que atendem a demanda de Londres – Luton e o London City Airport também foram afetados por atrasos e aumento na segurança.
O aeroporto de Bruxelas anunciou que todos os seus vôos para Londres estão suspensos.
Em outros países, empresas aéreas estão sendo orientadas a não permitir bagagens de mão em rotas para a Grã-Bretanha e a proibir que passageiros entrem com líquidos de qualquer natureza em vôos para os Estados Unidos.
O diretor-gerente de Heathrow, Tony Douglas, disse que a situação deve permanecer caótica ao longo do dia.
Mas possíveis efeitos de longo prazo já estão sendo sentidos pelas companhias aéreas, que viram suas ações despencarem no mercado financeiro, com os investidores receosos de uma nova queda no fluxo aéreo.