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09 de agosto, 2006 - 15h57 GMT (12h57 Brasília)

Obras de Klimt podem alcançar US$ 150 milhões

Quatro obras do pintor austríaco Gustav Klimt, que haviam sido confiscadas pelos nazistas e foram recentemente recuperadas por uma família judia, serão vendidas em leilão pela Christie's de Nova York.

Especialistas avaliam que as quatro obras devem ser vendidas por um valor entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões (entre R$ 219 milhões e R$ 328 milhões).

Veja os quadros da família Bloch-Bauer

Os quadros pertenciam originalmente a Ferdinand Bloch-Bauer - um rico empresário da indústria de açúcar que patrocinava as artes na Áustria da virada do século 20 - e sua mulher, Adele.

As obras, incluindo dois retratos de Adele que estão entre as obras mais famosas de Klimt, foram confiscadas pelos nazistas em 1938, quando a família teve de deixar o país.

Batalha judicial

Os herdeiros dos Bloch-Bauer, que vivem nos Estados Unidos, iniciaram em 1998 uma longa batalha judicial para recuperar as pinturas, que terminou com a decisão da Suprema Corte americana e de um tribunal de arbitragem austríaco de que os quadros deveriam ser devolvidos à família.

"Desde que recuperamos as pinturas, minha família e eu concentramos nossos esforços em organizar exposições em Los Angeles e Nova York para dividirmos essas lindas obras e suas histórias com o público. Nossa família agora tomou a decisão de se separar delas", disse Maria Altmann, 90 anos, sobrinha dos Bloch-Bauer.

As quatro pinturas que vão ser vendidas em leilão pela Christie´s - Adele Bloch-Bauer II (1912), Casas no Lago Atter em Uterachon (1916), Macieira I (1911 ou 1912) e Floresta de Bétulas (1903) - ficarão expostas na Neue Galerie, em Nova York, até o dia 18 de setembro.

A quinta obra devolvida à família, Adele Bloch-Bauer I, da fase dourada de Klimt, foi recentemente vendida ao magnata do setor de cosméticos Ronald S. Lauder por US$ 135 milhões (cerca de R$ 300 milhões) e também está em exposição na Neue Galerie.