01 de agosto, 2006 - 09h37 GMT (06h37 Brasília)
Fernando Ravsberg
de Havana
Após o anúncio dos problemas de saúde do presidente Fidel Castro, nas ruas da capital cubana se vive a intranqüilidade do momento e se especula sobre seu verdadeiro estado de saúde.
O engenheiro civil Luis Marimon afirmou, ao ser consultado pela BBC, que “é lamentável”. “Verdadeiramente sinto muito, é lamentável. Parece-me que o coitado está muito mal de saúde”, disse.
A estudante universitária Maria Rita Lugo, por sua vez, disse estar surpresa e acrescentou não estar “segura sobre o que está acontecendo”. “Não sei se é verdade e não sei o que pode acontecer nos próximos dias”, disse.
Abelardo Mena, curador de arte, considera que o estado de Fidel “deve ser muito grave”. “Se disseram o que disseram agora é porque já está há muito tempo com essa doença”, avalia.
“De alguma maneira, a transição já começou. Vamos todos prender a respiração para ver o que acontece, porque estamos à beira da mudança”, afirmou.
Oposição
No campo da oposição na ilha comunista, o dissidente social-democrata Manuel Cuesta Morúa disse à BBC que “aquém das diferenças políticas está a questão humana, pelo que desejamos que ele se recupere”.
“Já está aberta a cortina da sucessão. Já se conhece o nome dos indicados de Fidel que tentarão continuar esse processo político”, disse.
“Agora, espero que eles compreendam que está na hora de pensar no melhor futuro de Cuba, de começar um processo gradual de reformas políticas e econômicas.”