31 de julho, 2006 - 10h58 GMT (07h58 Brasília)
Bill Hayton
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou nesta segunda-feira ao Vietnã, depois de ter passado por países como Belarus, Rússia e Irã.
Mas se ele esperava encontrar no Vietnã mais apoio à sua campanha anti-Estados Unidos, ele vai ficar desapontado.
Ironicamente, há poucos lugares no mundo mais pró-americanos que o Vietnã moderno.
Chávez deve assinar vários pactos de cooperação com o presidente vietnamita, Nguyen Minh Triet, incluindo acordos em agricultura e petróleo.
Ele também fará visitas a locais como o Museu Militar, associado à guerra do Vietnã contra os Estados Unidos (1957-1975).
Anti-americanismo
O presidente Chávez é um crítico feroz dos Estados Unidos e essa viagem já o levou a dois locais igualmente hostis ao país, Belarus e Irã.
Em Hanói, ele está fazendo questão de visitar o Museu Militar, que tem vários aviões americanos que foram abatidos durante a guerra e um centro de tratamento para pessoas que foram feridas durante o longo e amargo enfrentamento com os Estados Unidos.
Mas o Vietnã precisa de investimento externo e boas relações na comunidade internacional e fez as pazes com Washington há muito tempo.
Novos negócios
O presidente Chávez quer aumentar os laços com o Vietnã e, durante essa viagem, vai assinar acordos de cooperação em áreas como agricultura, mineração e, talvez a mais importante, petróleo.
Ambos os países são exportadores importantes do setor.
Também haverá conversas sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas - onde Venezuela e Vietnã tentam assentos não-permanentes.