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28 de julho, 2006 - 20h51 GMT (17h51 Brasília)

Eleição no Congo mobiliza 17 mil soldados da ONU

No próximo domingo, 25 milhões de pessoas devem ir às urnas na República Democrática do Congo, nas primeiras eleições livres no pa[is em 40 anos.

Para acompanhar a eleição, as Nações Unidas enviaram 17 mil soldados ao país, que tenta pôr fim à guerra civil.

É a maior missão da ONU em atividade no mundo hoje, com orçamento anual de U$ 1 bilhão.

O enviado especial das Nações Unidas, Ross Mountain, disse estar confiante de que a eleição será um sucesso. Ele afirmou que, mesmo com algumas fatalidades, as campanhas eleitorais não provocaram violência generalizada.

"As forças de segurança tiveram um papel profissional e apropriado", disse Mountain.

Mortes

Na quinta-feira, pelo menos quatro pessoas morreram em Kinshasa. Dois bebês morreram em um incêncio no comitê do candidato da oposição Jean-Pierre Bemba. Dois policiais foram mortos em confrontos com as forças da oposição.

"Nós fomos testados ontem (quinta-feira), na minha opinião, e eu acredito que as autoridades e os líderes congoleses passaram no teste", afirmou Mountain.

Na sexta-feira, milhares de pessoas se reuniram na capital Kinshasa para o encerramento da campanha eleitoral do presidente Joseph Kabila.

A partir de sábado, os candidatos não podem mais pedir votos aos eleitores, que vão às urnas no domingo.

Os apoiadores de Kabila formaram filas na estrada entre o aeroporto e o estádio de Kinshasa, onde estava agendado o último comício. Mais de dez mil pessoas eram esperadas.

Segundo o repórter da BBC no Congo, Arnaud Zatjman, o clima na cidade era de visita de um chefe de Estado, e não de um candidato à presidência.

A chegada de Kabila foi mais organizada, mas com menos pessoas, em comparação com a visita de Jean-Pierre Bemba, um dia antes.

Forças de segurança, incluindo uma bateria policial anti-tumultos e a guarda presidencial, foram posicionadas ao longo da estrada pela qual passou Kabila. No trajeto, há distritos que apóiam fortemente a oposição.

Um oficial do partido RCD, do candidato Azarias Ruberwa, disse que um dos seus seguranças foi morto em confronto com forças do governo que protegiam o comboio de Kabila.

Correspondentes internacionais dizem que os incidentes mostram como as campanhas presidenciais ainda sofrem forte influência de líderes de milícias.

No leste do país, o líder da missão sul-africana de observalção, Mlueki George, manifestou preocupação com a falta de equipamentos da polícia para controlar multidões.