22 de julho, 2006 - 07h47 GMT (04h47 Brasília)
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, anunciou que viajará ao Oriente Médio neste domingo.
O objetivo da viagem de Rice é se encontrar com líderes israelenses e palestinos para encontrar uma solução para a crise do Líbano.
Rice também confirmou que participará de uma conferência internacional sobre Líbano, que está sendo organizada pela Itália.
A secretária de Estado pediu a Israel e ao grupo islâmico libanês Hezbollah que parem com a violência.
Segundo Rice, as ações do Hezbollah, que capturou dois soldados israelenses há dez dias, foram “uma provocação inaceitável” e pediu que o grupo liberte os militares imediatamente.
Rice continuou defendendo o direito israelense de se defender, mas também pediu a Israel que evite ataques que possam fazer vítimas civis.
Segundo Rice, “um cessar-fogo não é o suficiente”, pois as causas da violência não teriam sido alteradas.
Na opinião dela, a presença do Hezbollah no sul do Líbano e a sua capacidade de atacar Israel é que são os verdadeiros motivos da instabilidade.
Nesta sexta-feira, a secretária de Estado teve um encontro com observadores das Nações Unidas que acabaram de chegar da região.
Reforço
O ministro do Exterior da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, também viajou para o Oriente Médio.
Steinmeier, que ajudou a costurar em 2004 um acordo de troca de prisioneiros entre o Hezbollah e o Exército israelense, fará uma escala no Cairo antes de chegar a Israel.
O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, também chega ao Oriente Médio neste sábado. Ele vai a Beirute avaliar a crise que atinge a população libanesa.
Egeland pediu a Israel que reabra portos e o aeroporto internacional de Beirute para o tráfego de ajuda internacional.
O governo israelense afirmou que respeitará corredores humanitários para o sul do Líbano.
Mais de 500 mil libaneses foram deslocados desde o início dos bombardeios.