17 de julho, 2006 - 16h58 GMT (13h58 Brasília)
Os brasileiros que viviam no Líbano e estão sendo retirados do país pelo governo brasileiro devem chegar ao Brasil nesta terça-feira, ainda sem horário confirmado.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os 122 brasileiros que seguiram em comboio de ônibus de Beirute já estão em território turco mas, às 17 horas de Brasília, ainda não haviam chegado à cidade de Adana, de onde parte o vôo da Força Aérea Brasileira.
A partida para o Brasil está prevista para 21h15, horário de Brasília, madrugada na Turquia.
De acordo com o Itamaraty, nem todos os 122 brasileiros que foram transportados para a Turquia embarcarão para o Brasil.
Eles acreditam que a maioria vive no Líbano de forma permanente e muitos desejarão ficar na Turquia, já que estão longe da zona de conflito.
O avião 707 da FAB, o Sucatão, fará escalas em Recife, para reabastecimento, antes de ir para São Paulo, mas ainda não está confirmado se os passageiros poderão desembarcar no local.
O transporte terrestre a partir de Beirute começou no início desta segunda-feira no horário local, madrugada no Brasil. A operação está sendo organizada pelo Consulado-Geral do Brasil em Beirute.
Outros países
A Grã-Bretanha enviou dois navios de guerra, entre eles um porta-aviões, para a possível retirada dos britânicos.
Os Estados Unidos afirmam que há cerca de 25 mil cidadãos americanos no Líbano, e equipes de segurança já chegaram à embaixada americana em Beirute para preparar a retirada.
Eles seriam transportados para o Chipre.
A França, que tem 20 mil cidadãos no Líbano, alugou uma balsa que iria retirar as primeiras pessoas nesta segunda-feira de manhã.
Os governos da Austrália, Canadá, Grécia e Itália também anunciaram planos de retirar cidadãos pela água.
Espanha, Áustria, Turquia e Marrocos já começaram a retirada, e outros países estão preparando seus planos de contingência.
Esta segunda-feira foi o sexto dia consecutivo de bombardeios israelenses contra o Líbano, em resposta à captura de dois soldados israelenses e à morte de outros oito soldados por guerrilhas libanesas na última quarta-feira.
Israel respondeu atacando o Líbano, e a guerrilha Hezbollah vem bombardeando Israel desde então.
Israel exige a libertação dos soldados e o fim dos bombardeios do Hezbollah para suspender os ataques.