15 de julho, 2006 - 06h51 GMT (03h51 Brasília)
Rogerio Wassermann
Enviado especial a São Petersburgo
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, esteve reunido nesta sexta em São Petersburgo com ONGs e representantes da sociedade civil para avaliar a saúde da democracia na Rússia.
Bush foi o primeiro líder estrangeiro a chegar na Rússia para o encontro do G8 que começa neste sábado e já teve uma agenda pautada pelas relações com o país anfitrião do encontro e o seu presidente, Vladimir Putin.
Os encontros do presidente americano com as ONGs sinalizam pra uma preocupação dos Estados Unidos com a saúde da democracia na Rússia e com os recentes indícios de um possível crescimento no autoritarismo de Moscou num momento em que o país postula uma entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Outros países do G8, o grupo que reúne os países mais ricos do mundo, já deram sinais de que têm dúvidas relacionadas à solidez da democracia russa.
Apesar de terem melhorado antes da reunião, as relações entre Estados Unidos e Rússia têm sido frias nos últimos meses.
Bush levantou preocupações a respeito da liberdade na Rússia durante o encontro desta sexta-feira, que seria num jantar, mas acrescentou que não iria "dar lições" a Putin.
Encontro formal
Neste sábado, os dois líderes voltam a se reunir, mas sozinhos e num ambiente mais formal, enquanto os representantes dos outros países do G8 chegam no decorrer do dia.
O primeiro evento oficial da reunião acontecendo no início da noite, com outro jantar.
O maior interesse da Rússia no encontro é o de convencer os Estados Unidos a apoiar o país a acertar sua entrada na OMC.
Representantes russos já anunciaram que esperam anunciar a entrada na entidade ainda durante o encontro do G8, numa medida que pode favorecer o Brasil.
Isso aconteceria porque o maior interesse do Brasil no encontro é o de retomar as negociações que começaram na Rodada de Doha, e tentar eliminar os impasses presentes.
Como a Rússia é a anfitriã da reunião, cabe a ela a prerrogativa de ditar a pauta a ser seguida e eventuais discussões sobre a Rodada de Doha só seriam interessantes para Moscou caso sua entrada na PMC já esteja certa.