07 de julho, 2006 - 16h18 GMT (13h18 Brasília)
Marcelo Crescenti
de Frankfurt
Não foi só o favoritismo da seleção brasileira que não se confirmou durante o Mundial da Alemanha. Várias previsões sobre a organização de evento feitas antes da competição também acabaram não se confirmando. Na maioria dos casos isso foi acabou sendo positivo para o decorrer do torneio.
Neo-nazistas: O temor de que grupos de extrema-direita pudessem usar a Copa para chamar atenção não se confirmou.
Houve apenas uma manifestação de 250 neo-nazistas em Gelsenkirchen. O protesto contra a menifestação, feito no mesmo dia, reuniu muito mais gente: 5.000 pessoas.
Prostituição: Jornais chegaram a prever que até 40 mil prostitutas iriam invadir a Alemanha durante a Copa, a maior parte delas do leste europeu.
A invasão não aconteceu e os bordéis também não lucraram muito com o torneio.
“A grande maioria dos torcedores queria futebol e cerveja”, resume um jornal alemão.
Hooligans do leste: A polícia temia a visita indesejada de centenas de torcedores violentos vindos de países como Polônia e Hungria. Controles efetivos nas fronteiras e a cooperação das polícias européias evitaram maiores confrontos com hooligans.
Segurança: Temia-se que os estádios fossem transformados em zona de segurança máxima, com policiais e militares patrulhando os arredores. Na verdade, pouquíssimos policiais foram vistos nos estádios. A segurança foi discreta, mas eficaz.
Telões restritos: A Fifa queria limitar a quantidade de telões nas cidades alemãs, mas acabou cedendo. A decisão contribuiu para a grande festa alemã durante a copa.
Beckenbauer: O presidente do comitê organizador da Copa não tirou seu time de campo depois do trabalho feito.
Munido de um helicóptero, Franz Beckenbauer esteve presente a quase todos os jogos da competição – e, entre uma partida e outra, até arrumou tempo para casar pela terceira vez.
Anti-Copa: Pesquisas mostravam que 33 porcento dos alemães não queriam ter nada a ver com a Copa e tinham até aversão ao evento. No fim a maioria absoluta dos alemães se deixou levar pela euforia causada pelo torneio. Restaurantes onde não passavam os jogos da Copa ficaram vazios durante o torneio.