05 de julho, 2006 - 21h49 GMT (18h49 Brasília)
Vitória de 1 a 0 sobre Portugal colocou a França na finalíssima de domingo contra Itália.
O gol francês foi marcado por Zinedine Zidane na cobrança de pênalti, ainda no primeiro tempo.
O craque francês não repetiu a boa atuação da partida contra o Brasil, mas a França soube segurar o resultado que eliminou o time dirigido por Luiz Felipe Scolari.
A vitória francesa interrompe uma sucessão de 12 partidas invictas em jogos de Copa do Mundo, conseguida por Scolari.
Com um futebol excessivamente defensivo, o time dirigido pelo técnico Raymond Domenech assegurou o lugar na final.
Jogo
O jogo começou equilibrado, com a França repetindo a formação tática da partida contra o Brasil, mantendo os volantes Claude Makele e Patrick Vieira na proteção da zaga, liberando Zinedine Zidane para a criação de jogadas ofensivas.
Mas com Zidane em noite menos inspirada e vigiado de perto por Costinha, a França não conseguia armar jogadas para o artilheiro Thierry Henry.
Portugal não tinha dificuldade em neutralizar as ofensivas francesas, mas Deco e Figo não encontravam espaço para tocar a bola e armar o jogo.
Os atacantes Pauleta e Cristiano Ronaldo eram bem marcados por William Gallas e Lilian Thuram.
Contudo, o time dirigdo por Luiz Felipe Scolari teve as melhores chances de gol do primeiro tempo.
Pênalti e choro
Logo aos 4 minutos, Deco recebeu de Ronaldo na entrada da área e chutou cruzado exigindo grande esforço do goleiro Fabien Barthez para evitar o gol. O rebote não foi aproveitado por Pauleta.
Aos 9, o meia Maniche quase acerta o gol de Barthez com um chute forte de fora da área.
Um minuto depois Pauleta não conseguiu aproveitar cruzamento rasteiro de Figo.
Mas foi a França que abriu o placar, aos 32 minutos. Numa jogada isolada do ataque francês, Thierry Henry deslocou o zagueiro Ricardo Carvalho com um drible de corpo e foi derrubado dentro da área.
O juiz uruguaio Jorge Larrionda, perto do lance, marcou o pênalti para desespero de Felipão e do time português qie não se confromaram com a marcação.
Zidane cobrou no canto direito do goleiro Ricardo, marcando o gol da vitória francesa.
Segundo tempo
No segundo tempo, a França entrou nitidamente para segurar o resultado que colocou o time na finalíssima contra a Itália.
Com o time postado numa formação defensiva rígida, mantendo apenas o artilheiro Henry no campo de ataque, o técnico Domenech mostrava que não tinha nenhuma pretensão ofensiva, e que iria tentar surpreender Portugal num possível contra-ataque.
A única jogada ofensiva perigosa da França no segundo tempo nasceu exatamente de um contra-ataque, mas criado por um erro do meia Figo numa troca de bola equivocada.
Henry aproveitou o passe de Figo e levou a bola pelo lado esquerdo do ataque francês até a área portuguesa, chutando de esquerda sem ângulo para uma boa defesa de Ricardo.
Abafa
Sem potencial ofensivo real, o time de Portugal passou boa parte do segundo tempo fazendo exatamente o que fez o Brasil, ou seja, tocando a bola para os lados, com Maniche, Figo, Ronaldo e Deco, tentando, sem sucesso, achar brechas por onde penetrar na muralha francesa.
As alterações feitas por Felipão, trocando o inoperante Pauleta por Simão Sabrosa e e Costinha por Postiga, não produziram o efeito desejado.
Portugal se impacientava com o passar do tempo, mas os franceses não abandonavam o bloqueio defensivo.
Aos 33 minutos, uma bola chutada por Ronaldo numa cobrança de falta explodiu no peito do goleiro Barthez, dando a Figo a grande oportunidade de empatar a partida.
Tendo apenas um atordoado Bhartez pela frente, Figo cabeceou por cima do gol francês.
Até o final do jogo, Portugal tentou à base do desespero. Nos minutos finais uma série de escanteios cedidos pela defesa francesa levou o goleiro Ricardo à area adversária para tentar o gol de empate.
Apesar de terem jogado um futebol feio e retrancado, os franceses esbanjaram eficiência defensiva e souberam segurar o resultado que levou o time à finalíssima de domingo contra a Itália.
Mas para conquistar o título de campeão, os franceses terão que ter mais ousadia ofensiva do que tiveram na noite de hoje.
A organização defensiva dos italianos não fica devendo nada ao time da França. Enquanto os franceses só deixaram passar dois gols nos seis jogos da Copa, a defesa italiana só foi superada uma vez, no jogo contra os Estados Unidos ainda na primeira fase do Mundial. E o gol foi contra, marcado pelo zagueiro Cristian Zaccardo.