Simpatizantes da organização Al-Qaeda tentaram se infiltrar no serviço de inteligência britânico, o MI5, segundo informações apuradas pela BBC.
Segundo o correspondente do setor de segurança da BBC, Frank Gardner, autoridades do governo da Grã-Bretanha confirmaram uma suspeita antiga.
As autoridades acrescentaram que os partidários da Al-Qaeda foram retirados durante um processo de exame que durou entre seis e oito meses.
Gardner afirma que as investigações continuam, e o MI5 está aumentando o número de funcionários dos atuais 2,6 mil para 3,5 mil para lidar com a ameaça de terrorismo na Grã-Bretanha.
O Serviço de Inteligência britânico anuncia vagas para o público, o que colocou fim a décadas de segredo na contratação de novos agentes.
Dezenas de milhares de pessoas tentam uma vaga no MI5 todo ano, apenas 400 passam para a seleção final.
Os concorrentes à vaga são avaliados por uma outra agência em um primeiro teste. Os que são aprovados são convidados para uma visita ao quartel-general do MI5 em Londres, onde é analisado o histórico de cada candidato e suas inclinações, num processo que dura entre seis e oito meses.
Um ano
Em meio ao caso revelado pela BBC, a polícia britânica responsáveis por operações antiterrorismo, especialmente a investigação dos ataques ao sistema de transporte londrino em 7 de julho de 2005, afirmou nesta segunda-feira que as pessoas que sabiam que o ataque estava sendo planejado poderão ser levadas à Justiça.
Autoridades da Scotland Yard também afirmam que continuam preocupados com a situação das investigações sobre informações secretas, com 70 investigações em andamento.
Algumas das informações secretas recebidas foram descritas como "sinistras".
O primeiro ano dos ataques em Londres será marcado nesta sexta-feira por dois minutos de silêncio em todo o país às 12h, lembrando as 52 vítimas.