27 de junho, 2006 - 18h45 GMT (15h45 Brasília)
Denize Bacoccina
de Brasília
O grupo de ganenses e outros africanos que torceram por Gana na embaixada do país deixaram o local depois da derrota de 3 a 0 prometendo torcer pelo Brasil a partir de agora.
“Parabéns ao Brasil, mas Gana jogou melhor”, afirmou o embaixador de Gana, Daniel Yaw Adjei.
Apesar de decepcionado com o resultado, ele foi pragmático. “No futebol, o importante é fazer gol e se não fez gol, não fez nada”, avaliou.
Com a eliminação de Gana, o embaixdor diz que volta a torcer para o Brasil. “O Brasil tem qualidades para ganhar, eu vou torcer para o Brasil agora”, afirmou.
No intervalo, já com o placar a 2 a 0, o embaixador ainda tinha esperanças. “Gana teve mais posse de bola e está jogando melhor, mas o Brasil tem mais sorte”, avaliou.
Torcida
Cerca de 70 pessoas, a grande maioria africanos que vivem em Brasília, assistiram ao jogo na embaixada de Gana. Entre eles embaixadores e diplomatas da África do Sul, Costa do Marfin, Zimbábue, Nigéria, Congo, Angola, Argélia e Gabão.
De acordo com a embaixada, há 200 ganenses vivendo no Brasil, dez deles em Brasília.
O diplomata Obasola Fatunla, encarregado de negócios da embaixada da Nigéria, disse que torcia por Gana como africano, mas que “sempre queria a vitória do melhor time”. Com a derrota, disse que tinha ficado satisfeito porque “o melhor ganhou”.
“O Brasil já ganhou muito, agora Gana precisa ganhar”, disse a nigeriana Adunke Ajagunna, umas das mais animadas com os ataques de Gana.
Mas nem todos os torcedores reunidos na embaixada estavam lá para apoiar Gana. A brasileira Ana Luiza Maia vestia uma camisa da Seleção Brasileira. Ela foi ver o jogo junto com o namorado, o diplomata turco Ozgur Uluduz, que tem amigos na embaixada de Gana.
Os irmãos Beatrice, Kwame e Osei, filhos de pai ganense e mãe brasileira, formavam um time misto. Kwame, com a camisa do Brasil, disse que torcia por Gana e Osei, com a camisa de Gana, disse que torcia pelo Brasil. Beatrice tinha as duas bandeiras na dela.