24 de junho, 2006 - 18h13 GMT (15h13 Brasília)
Eric Brücher Camara
enviado especial à Alemanha
O atacante Robinho sentiu uma fisgada na coxa direita durante o treino da Seleção Brasileira em Bergisch Gladbach, na Alemanha, neste sábado, mas o médico da Seleção, José Luiz Runco, disse que ainda é cedo para avaliar a gravidade do problema.
De acordo com Runco, o jogador já foi medicado e está fazendo aplicações de gelo. Já o técnico Carlos Alberto Parreira afirmou que Robinho disse nunca ter sofrido qualquer problema de distensão muscular e demonstrou otimismo pela recuperação dele.
A decisão sobre exames mais detalhados só será tomada, de acordo com o médico da Seleção, depois da avaliação que será feita quando o jogador acordar no domingo.
“Vamos aguardar a evolução e ser for necessário, vamos pedir exames complementares de imagem. Se não tiver necessidade, a gente já o recoloca nas atividades”, disse Runco.
O médico disse que Robinho sentiu uma “fisgada leve” no músculo reto-anterior da coxa, também chamado de “músculo do chute”.
Problemas e soluções
No fim do treino, o jogador do Real Madrid participava de um treino de finalização de cruzamentos e completou para as redes uma bola cruzada no segundo pau.
Logo em seguida, pôs as mãos na coxa direita, levantou o calção e andou com dificuldades para o meio do campo.
Por causa das dúvidas sobre a gravidade do problema, Parreira evitou especular sobre o possível aproveitamento de Robinho na partida das oitavas-de-final contra Gana, na terça-feira.
“Estou numa posição muito tranqüila. Tenho 23 soluções, não tenho problemas”, afirmou o técnico, que elogiou os próximos adversários do Brasil. “É um time que fez três jogos muito bons, a grande surpresa da Copa.”
O técnico afirmou que o time africano, que foi o primeiro cargo internacional de Parreira, “deixou a aura de inocência para trás”.
Mistérios
Para Parreira, o estilo agressivo e técnico do time de Gana não pode ser subestimado.
“Apesar de não ter vindo a nenhuma copa do mundo, antes desta. Este time estava há 14 jogos sem perder, até perderem para a Itália, já fez sete finais de copa africana, ganhou quatro, tem dois títulos sub-17.”
De acordo com Parreira, daqui até o fim da Copa, a escalação do time do Brasil vai ser cerca de mistérios, como já aconteceu antes do jogo contra o Japão.
Até mesmo os jogadores só devem descobrir se vão ou não jogar no dia anterior à partida.
“Agora chegou o momento de segurar alguma coisa, criar um pouco de mistério para o adversário. Todos os treinadores está anunciando o time só nos vestiários”, disse o técnico da Seleção.