21 de junho, 2006 - 17h56 GMT (14h56 Brasília)
Jair Rattner
de Lisboa
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, disse nesta quarta-feira em Lisboa que um empréstimo à Varig “não seria excepcional”.
Segundo Furlan, a operação não tiraria dinheiro da área de desenvolvimento econômico.
“O BNDES não vai dar dinheiro à Varig. Pode aceitar financiar o comprador da Varig em condições normais de temperatura e pressão, com todas as formalidades e garantias de qualquer operação financeira”, disse, usando ironia.
Para o ministro, um financiamento para a Varig não se trataria de um favorecimento.
“O BNDES financiará projetos de recuperação da Varig com os novos proprietários e garantias de pagamento”, disse.
“Do mesmo modo que pode financiar uma empresa que se compromete a recuperar uma empresa que atravessa dificuldades.”
Light
O ministro usou o exemplo da venda da Light para ilustrar o tipo de situação onde o BNDES pode intervir.
“É uma atividade do banco como ocorreu com a venda da Light para empreendedores de Minas Gerais. É natural que o BNDES seja procurado para financiar empresas que têm condições de progredir”.
“Uma das funções do banco é apoiar as empresas, dentro das condições de mercado. Mas para saber mais sobre isso, o melhor é procurar o Foggia (presidente do BNDES).”
Furlan se encontra em Lisboa para a inauguração do centro de distribuição de produtos brasileiros da APEX (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos).
O ministro permanece em Portugal até sexta-feira. Nesta quarta, teve um encontro com o presidente do Instituto de Comércio Externo de Portugal, entidade que promove as exportações de Portugal no mundo, assim como a APEX.