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18 de junho, 2006 - 14h14 GMT (11h14 Brasília)

Phil Mercer
de Darwin

Austrália quer Exército no combate a sapos venenosos

Autoridades da Austrália Ocidental estão pedindo a ajuda do Exército para conter uma invasão de sapos-cururus.

Os anfíbios tóxicos se espalharam como uma praga em grande quantidade pelo Estado no oeste da Austrália desde que foram levados ao país, nos anos 1930.

Eles foram levados à região a partir do Havaí primeiramente para erradicar os besouros que infestavam as plantações de cana-de-açúcar, mas eles tiveram um impacto devastador sobre a fauna nativa.

Estima-se que poderia haver até 100 milhões de sapos-cururus na Austrália tropical.

Avanço

Os sapos já estão atingindo regiões do Estado do Território do Norte, onde está a cidade de Darwin.

As autoridades locais querem que o Exército intercepte os sapos conforme seu avanço continua.

O governo do Estado enviou um pedido ao governo federal, em Canberra, pedindo a permissão para o uso de tropas militares como uma linha de defesa.

A maior parte do interior da Austrália Ocidental é formada por deserto, inóspito e inacessível.

Em áreas remotas como essas, os recursos do Exército poderiam ser inestimáveis.

Veneno poderoso

Os sapos-cururus, criaturas grandes e cobertas de verrugas, vêm tendo um efeito devastador sobre a fauna australiana.

Eles têm um veneno tão poderoso que pode matar crocodilos, cobras e outros predadores em questão de minutos.

Todas as tentativas de combater a disseminação dos sapos-cururus até agora falharam.

Ninguém ainda descobriu qual a melhor maneira de contê-los.

Um membro do Parlamento federal australiano já sugeriu anteriormente que as pessoas deveriam bater neles com um taco de golfe ou um bastão de críquete.

Mas grupos de defesa dos direitos dos animais dizem que a maneira mais humana de se livrar desses invasores é colocá-los num congelador até que eles morram.