18 de junho, 2006 - 22h43 GMT (19h43 Brasília)
Eric Brücher Camara
Enviado especial a Munique
Depois de perder por 2 a 0 para o Brasil, o técnico da seleção da Austrália, o holandês, Guus Hiddink, disse que Ronaldo saía de uma posição de impedimento ao receber o passe que iniciou a jogada do gol de Adriano, o primeiro do Brasil.
“Esse foi o momento decisivo. O gol saiu de um passe para uma situação de impedimento. Foi uma decisão muito difícil e existem algumas dúvidas sobre o lance, mas foi uma decisão muito difícil”, disse o holandês.
Para ele, apesar da vitória, o time brasileiro não confirmou o favoritismo e não teria apresentado “idéias claras para dominar um time que está muito abaixo no ranking mundial”.
“Não foi um bom desempenho. Para mim não mostraram a cara do campeão ainda, mas suponho que ainda podem melhorar.”
Hiddink também afirmou estar “orgulhoso” do seu time, que para ele, no segundo tempo, pressionou os campeões do mundo obrigando-os a sair apenas no contra-ataque.
Arbitragem
Para o treinador, não foi apenas no lance do gol de Adriano que a arbitragem tendeu a favorecer a seleção brasileira em caso de dúvidas.
No entanto, ele admite que esses “erros” não foram decisivos no jogo.
“Mas me deram a impressão de que as decisões foram tomadas partindo da premissa de que um grande país estava jogando contra um país pequeno.”
O capitão da equipe, o atacante Mark Viduka, evitou comentar a arbitragem, mas afirmou que o resultado não foi justo.
Para ele, o placar poderia ter sido diferente pelas oportunidades que os australianos criaram.
“O futebol às vezes não é justo, às vezes você domina o jogo e perde. Até o primeiro gol do Brasil, eles não tinham feito nenhum estrago.”
Viduka também comentou o lance que resultou no primeiro gol do Brasil. “Eles tiveram um pouco de sorte que a bola passou entre as pernas de um dos jogadores deles e eles ficaram com a vantagem.”
Ressaltando que não ficou feliz com o resultado, já que saiu “de mãos vazias”, o técnico da Austrália afirmou que a grande diferença entre os times foi a capacidade de finalização.
“A diferença é que eles são mais letais na proximidade da área.”