13 de junho, 2006 - 16h55 GMT (13h55 Brasília)
Assimina Vlahou
de Roma
O lateral Cafu e sua esposa, Regina, foram absolvidos nesta terça-feira no Tribunal de Roma das acusações de falsificação de documentos.
"Marcos Evangelista é inocente porque não se configurou crime", disse o juiz Enrico Gallucci.
Perguntado pela BBC Brasil qual a razão do caso ter sido julgado pouco antes da estreia brasileira na Copa do Mundo, Gallucci disse que "foi mera coincidência".
O promotor público Angelantonio Racanelli disse que vai agora examinar os motivos que levaram o juiz a absolver Cafu para decidir se vai ou não apelar em última instância.
Ele havia pedido nove meses de prisão para Cafu e sua mulher, Regina Feliciano.
Roma
Com o passaporte italiano, o jogador não entraria na cota limitada de atletas estrangeiros dos times italianos.
Estão sendo acusados também jogadores argentinos, funcionários do Roma, incluindo o dono, Franco Sensi e o advogado brasileiro Cristoforo Colombo.
O caso estourou em 1998 e o processo começou em 2001, segundo o advogado de Cafu, Alessandro Cassiani.
Em entrevista à BBC Brasil pouco antes da audiência, o advogado se mostrava confiante na absolvição.
"Cafu e sua mulher apenas disseram que na família de Regina sempre se falou de uma ascendência italiana. O resto quem fez foi o clube, o Roma, que enviou funcionários ao Brasil para pesquisar e encontrar documentos que comprovassem o parentesco italiano", disse Cassiani.
Segundo o advogado, Cafu e Regina assinaram uma procuração e não fizeram nada além disso.
Houve uma sentença de absolvição mas o promotor apelou da decisão e a corte acatou o pedido, decidindo processar todos os acusados.
Para o técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, o fato de o pedido de prisão ter saído agora significa um interesse dos italianos em desestabilizar a seleção no dia da estréia na Copa do Mundo.