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09 de junho, 2006 - 13h51 GMT (10h51 Brasília)

Pé de Rooney provoca 'batalha' entre técnicos

Os principais jornais britânicos destacam nesta sexta-feira a polêmica entre o técnico da equipe do Manchester United, Alex Ferguson, e o treinador da seleção da Inglaterra, Sven-Goran Eriksson, por conta da intenção de Eriksson de possivelmente usar o atacante Wayne Rooney para jogar contra a Suécia no próximo dia 20 de junho, pela Copa do Mundo.

A polêmica se deve ao fato de que, na visão do Manchester United e de Ferguson, Rooney ainda não estaria plenamente apto a jogar na data em que o treinador da Inglaterra espera contar com ele. O atacante é uma das maiores esperanças da Inglaterra para a conquista da Copa e quebrou o quarto osso do metatarso do seu pé direito, durante uma partida do Manchester United contra o Chelsea, no dia 29 de abril.

Na última quarta-feira, Rooney foi submetido a um exame médico nas instalações de sua equipe. Após o exame na sede do Man United, o atacante foi autorizado a atuar na competição, mas o treinador e os dirigentes do time inglês pretendiam que Rooney só começasse a jogar pela seleção após a fase incial da Copa do Mundo.

O jornal Daily Telegraph diz que "a atípica postura desafiadora" de Eriksson deixou o treinador do Manchester United e sua equipe "incandescentes de raiva".

Tensão ao telefone

O diário afirma que o sueco Eriksson e o escocês Ferguson mantiveram um tenso telefonema após o exame médico.

O jornal Daily Mail afirma ter ouvido de um dirigente do Manchester United que a decisão de escalar o jogador ainda na primeira fase do torneio é como "jogar roleta russa com a carreira de Wayne".

Um comentarista do jornal The Times afirma que a "história do retorno do herói poderá ter um final infeliz para a Inglaterra" e ilustra sua tese com dois exemplos.

De acordo com o diário, os esforços do meia David Beckham para se recuperar de uma contusão e estar em forma à tempo da Copa do Mundo de 2002 acabaram mostrando, após a derrota para o Brasil, que "Beckham na verdade nunca esteve em forma".

O jornal dá também o exemplo da final da Copa de 1998, quando o atacante Ronaldo "sofre uma leve convulsão, mas ainda assim foi solicitado a atuar na final e jogou como um zumbi".