07 de junho, 2006 - 10h19 GMT (07h19 Brasília)
Eric Brücher Camara
Uns chamam de "curiosidade", outros de "expectativa boa", mas a menos de uma semana do jogo contra a Croácia, entre os principais jogadores e o técnico da Seleção Brasileira, todos admitem algum tipo de ansiedade pela estréia na Copa do Mundo.
"Ansiedade, não. É aquela coisa de ficar pensando para que comece logo a competição. A gente está procurando se preparar muito porque sabe que essa Copa do Mundo vai ser muito difícil. E, se a gente não estiver bem, vai ser muito complicado vencer", diz Ronaldinho Gaúcho, que apela para os instrumentos de percussão como antídoto para o nervosismo pré-estréia.
Para o atacante Adriano, o que Ronaldinho chama de "aquela coisa de ficar pensando" no início da competição, na verdade tem outro nome. " É mais uma curiosidade, uma vontade de jogar logo", afirma o imperador da Inter de Milão.
Já o técnico Carlos Alberto Parreira não tenta disfarçar a ansiedade e admite até estar comendo e dormindo menos que o normal. "É até bom, estou precisando perder uns quilinhos", brincou Parreira durante a coletiva de terça-feira.
Reunião
Nessas horas, a experiência do veterano Roberto Carlos também acaba ajudando. O jogador diz que procura transmitir uma tranqüilidade ao grupo, mas ele mesmo não escapa do que chama de "friozinho na barriga".
"Na reunião a gente tenta passar para os mais novos um pouco do que já vivemos aqui dentro e nos treinamentos tentar orientar, mas sempre deixando todo mundo à vontade", diz o lateral.
Para o volante Émerson, da Juventus, a estréia na Copa dá só "um pouquinho" de ansiedade. "Pensei que iria ser pior", minimiza.
O capitão Cafu é outro que parece gostar da sensação proporcionada pela véspera das estréias.
"Cria-se uma expectativa muito grande para saber o que o Brasil vai fazer. O Brasil há muitos anos não ganha uma Copa na Europa. A expectativa é legal. É uma expectativa boa", afirma o lateral, que completa 36 anos nesta quarta-feira.
'Frio na barriga'
O zagueiro Lúcio, experiente em competições internacionais, também afirma gostar do "friozinho na barriga".
"Claro, a gente esperou isso por quatro anos e todos sabem da importância, mas a gente sabe que é uma ansiedade boa."
Boa, sim, mas desde que o Brasil consiga uma vitória na estréia. Pelo menos, na opinião do volante Zé Roberto, do Bayern de Munique.
"Não podemos esconder a ansiedade porque chegamos a um momento que todos nós jogadores sonhávamos viver. É claro que é a ansiedade de poder começar bem. Começar com vitória é importante para o resto dos jogos. Estou motivado e espero que o Brasil possa fazer uma grande estréia."
A oportunidade para domar essa ansiedade está logo ali: o Brasil enfrenta a Croácia, em Berlim, no dia 13 de junho, na estréia da Seleção na Copa do Mundo.