02 de junho, 2006 - 19h24 GMT (16h24 Brasília)
Jonathan Stevenson
A seleção da Austrália jogará contra o Brasil no dia 18 de junho, no que é visto no país como a partida mais importante de sua história.
Mas como uma seleção que participa apenas pela segunda vez da Copa do Mundo se prepara para enfrentar os pentacampeões?
O técnico-assistente da Austrália, Graham Arnold, conta como a equipe vai enfrentar o Brasil.
Preparação Mental
"É preciso motivar os jogadores porque todos sabem o que estará em jogo.
Temos que ter certeza de que eles irão controlar a sua ansiedade, as suas emoções, mas também queremos que eles curtam o jogo.
Se você consegue controlar suas emoções e desfrutar, é possível se concentrar no que é preciso fazer."
Aproveitar o espaço nas costas dos laterais
"Quando se fala de Cafu e Roberto Carlos é preciso lembrar da idade deles. Cafu tem 36 anos e já não é mais titular do Milan. Roberto Carlos tem 33 anos.
Os dois são formidáveis quando vão para a ofensiva, isso sabemos, mas acreditamos que temos jogadores capazes de prejudicar a jogada deles dentro de seu próprio campo.
Definitivamente nós iremos nos concentrar em aproveitar os espaços atrás de Cafu e Roberto Carlos quando eles forem avançar."
Isolar os atacantes
"Temos que fazer com que os melhores jogadores brasileiros não tenham acesso à bola. Quando você observa a ofensiva brasileira, com Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano, você se dá conta de que será difícil.
O que temos que fazer é pressionar a defesa deles assim que eles foram sair jogando para que a assistência aos atacantes não seja tão precisa.
Quando você observa o jogo brasileiro, percebe que Ronaldinho faz a maior parte de seu trabalho a partir da esquerda.
Os brasileiros tem quatro defensores, dois volantes, dois atacantes e Ronaldinho e Kaká que se movem por toda parte atrás dos dois atacantes, como se fossem dois camisas 10.
Mas se o Ronaldinho for muito para a esquerda então se encontrará com Brett Emerton, que tem a velocidade e a habilidade física para enfrentá-lo".
Respeitar o próprio jogo
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| Aloisi e Viduka podem trazer problemas para a defesa brasileira |
Os pontos fortes da nossa equipe são a habilidade física, a condição atlética e bons atacantes.
Temos goleadores comprovados no cenário internacional como Mark Viduka e John Aloisi e meio-campistas que marcam gol como Tim Cahill e Marco Bresciano.
E não somos tão inexperientes como as pessoas pensam. Harry Kewell disputou uma final da Liga dos Campeões, Mark Schawrzer e Viduka acabam de jogar a copa da UEFA, não é que eles nunca tenham jogado partidas importantes."
Antecedentes
"Será uma partida importantíssima para nós, sem dúvida. Mas os jogos contra o Uruguai para chegar ao mundial também o foram.
Os brasileiros conhecem os nossos jogadores, e eu sei que eles têm um grande respeito pelo nosso técnico, Guus Hiddink, eles sabem que nós estaremos bem preparados.
Também contamos com Johan Neeskens na equipe técnica, a quem não falta experiência, não se pode esquecer que ele é um jogador que marcou um gol numa final de Copa do Mundo."