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Holanda maravilha, mas Alemanha leva em casa em 74

A Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, teve uma nova taça, um novo presidente da Fifa, o brasileiro João Havelange, e uma nova seleção-sensação, a Holanda. Como em 1954, porém, o alemães venceram na final quem apresentara o melhor futebol.

Após o Brasil conquistar de vez a Jules Rimet, a Fifa apresentava o novo troféu, de ouro maciço e 37 centímetros. O globo sobre uma base, desenho do italiano Silvio Gazzaniga, é até hoje a taça do mundo e não será levada em definitivo por ninguém.

O Brasil precisaria esperar ainda 20 anos para levantar o novo prêmio. Em 1974, iniciou-se uma série de participações frustradas da Seleção em Mundiais.

Na Alemanha, sem a geração do tri, envelhecida, Zagallo continuou no comando técnico, mas dessa vez de uma equipe limitada e ultrapassada. No elenco, destacava-se Rivelino.

Laranja Mecânica

O Brasil empatou os seus dois primeiros jogos na Copa de 74 em 0 a 0, contra a Iugoslávia e a Escócia. Uma vitória de 3 a 0 sobre o Zaire assegurou a classificação para a segunda fase.

Os times foram então divididos em dois grupos de quatro. A Seleção ficou com a rival Argentina, a Alemanha Oriental, que em jogo histórico havia batido a Ocidental na etapa anterior, e a Holanda.

Os holandeses atraíam a atenção do mundo com um futebol veloz, coletivo, em que todos defendiam e atacavam em bloco, sem posições fixas. Era o futebol-total.

O Brasil venceu a Alemanha Oriental por 1 a 0, gol de falta de Rivelino. Passou pela Argentina por 2 a 1, gols de Jairzinho e Rivelino, e disputaria com a Holanda uma vaga na final da Copa.

As campanhas de Brasil e Holanda na Copa mostravam as diferenças entre os dois times. A Laranja Mecânica, de Cruyff, Krol e Neeskens, vencera quatro jogos em cinco e marcara 12 gols. Os brasileiros tinham três vitórias e 6 gols.

Na partida contra o Brasil, porém, os holandeses só impuseram o seu jogo no segundo tempo. Em rápidos contra-ataques, Neeskens e Cruyff definiram a vitória do Carrossel: 2 a 0.

A Seleção perderia ainda o terceiro lugar para a Polônia. Lato fez o gol da vitória polonesa por 1 a 0.

Final

No dia 7 de julho, a seleção holandesa entrou em campo para disputar a final da Copa contra a Alemanha como favorita, apesar dos donos da casa terem jogadores como Sepp Mayer, Breitner, o capitão Beckembauer e o goleador Gerd Müller.

Antes que os alemães tocassem na bola, a Holanda já tinha um pênalti a seu favor, convertido por Neeskens. Os experientes alemães, contudo, não se abateram e, com uma marcação forte sobre o craque Cruyff, viraram ainda no primeiro tempo.

Paul Breitner fez o de empate, e o centroavante Müller, o da vitória e do título, Alemanha 2 a 1.


Grupo 1

Alemanha Ocidental 1 x 0 Chile
Alemanha Oriental 2 x 0 Austrália
Chile 1 x 1 Alemanha Oriental
Alemanha Ocidental 3 x 0 Austrália
Austrália 0 x 0 Chile
Alemanha Oriental 1 x 0 Alemanha Ocidental

Grupo 2

Brasil 0 x 0 Iugoslávia
Escócia 2 x 0 Zaire
Iugoslávia 9 x 0 Zaire
Escócia 0 x 0 Brasil
Escócia 1 x 1 Iugoslávia
Brasil 3 x 0 Zaire

Grupo 3

Suécia 0 x 0 Bulgária
Holanda 2 x 0 Uruguai
Holanda 0 x 0 Suécia
Bulgária 1 x 1 Uruguai
Holanda 4 x 1 Bulgária
Suécia 3 x 0 Uruguai

Grupo 4

Itália 3 x 1 Haiti
Polônia 3 x 2 Argentina
Polônia 7 x 0 Haiti
Argentina 1 x 1 Itália
Argentina 4 x 1 Haiti
Polônia 2 x 1 Itália

Fase final

Grupo A

Holanda 4 x 0 Argentina
Brasil 1 x 0 Alemanha Oriental
Holanda 2 x 0 Alemanha Oriental
Brasil 2 x 1 Argentina
Holanda 2 x 0 Brasil
Argentina 1 x 1 Alemanha Oriental

Grupo B

Alemanha Ocidental 2 x 0 Iugoslávia
Polônia 1 x 0 Suécia
Alemanha Ocidental 4 x 2 Suécia
Polônia 2 x 1 Iugoslávia
Suécia 2 x 1 Iugoslávia
Alemanha Ocidental 1 x 0 Polônia

Disputa pelo terceiro lugar

Polônia 1 x 0 Brasil

Final

Alemanha Ocidental 2 x 1 Holanda