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08 de maio, 2006 - 21h22 GMT (18h22 Brasília)

Violência gera 80 mil refugiados no Iraque

O governo do Iraque afirmou que a violência sectária e a intimidação praticada por diferentes grupos obrigaram cerca de 80 mil pessoas a abandonar suas casas nos últimos meses.

O ministro responsável por pessoas desalojadas, Suhaila Abed Jaafar, disse à BBC que inicialmente eram apenas famílias xiitas que estavam saindo de suas residências, porém cada vez mais sunitas também passaram a abandonar suas casas por medo de morrer.

Os números divulgados nesta segunda-feira revelam um aumento de 15 mil pessoas em relação aos dados publicados pelo governo iraquiano no mês passado.

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A maioria das pessoas que estão fugindo de suas casas é de moradores de Bagdá e das proximidades da capital iraquiana.

O êxodo se intensificou desde a explosão de um dos templos mais sagrados para os xiitas, em Samarra, em fevereiro, que gerou hostilidades entre xiitas e sunitas, que resultaram na morte de centenas de pessoas.

Intimidações

As pessoas estão saindo dos lugares onde moravam por causa de violência, intimidação ou simplesmente medo de ser atacadas.

De acordo com os dados fornecidos à BBC, no final de março, o número de desalojados era de 30 mil e em abril passou para 65 mil.

Centenas de sunitas do sul do Iraque, onde a população é majoritariamente xiita, têm se mudando para áreas predominantemente sunitas, como Fallujah, a oeste de Bagdá.

Uma forma comum de intimidação é a feita por telefone celular, seja com mensagens ameaçadoras ou até com vídeos violentos filmados com câmeras embutidas nos telefones.

Um dos vídeos mostrava um homem sunita que entrou numa área predominantemente xiita de Bagdá ser espancado e morto por um grupo vestido de preto.

O material foi enviado a sunitas com uma mensagem dizendo que a pessoa será submetida à mesma coisa caso se arrisque a entrar naquela parte da cidade.