26 de maio, 2006 - 14h31 GMT (11h31 Brasília)
Um guia com tudo o que você precisa saber sobre a Argentina para a Copa do Mundo de 2006.
Convocados:
1- Abbondanzieri, goleiro (Boca Juniors, da Argentina)
2- Ayala defensor (Valencia, da Espanha)
3- Sorín, defensor (Villarreal, da Espanha)
4- Coloccini, defensor (Deportivo La Coruña, da Espanha)
5- Cambiasso, meia (Inter de Milão, da Itália)
6- Heinze, defensor (Manchester United, da Inglaterra)
7- Saviola, atacante (Sevilla, da Espanha)
8- Mascherano, meia (Corinthians)
9- Crespo, atacante (Chelsea, da Inglaterra)
10- Riquelme, meia (Villarreal, da Espanha)
11- Tévez, atacante (Corinthians)
12- Franco, goleiro (Atlético Madrid, da Espanha)
13- Scalone, defensor (Deportivo La Coruña)
14- Palácio, atacante (Boca Juniors)
15- Milito, defensor (Zaragoza, da Espanha)
16- Aimar, meia (Valencia)
17- Cufre, defensor (Roma, da Itália)
18- Rodriguez, meia (Atlético Madrid)
19- Messi, atacante (Barcelona, da Espanha)
20- Júlio Cruz, atacante - (Inter de Milão)
21- Burdisso, defensor (Inter de Milão)
22- González, meia (Porto, de Portugal)
23- Ustari, goleiro (Independiente, da Argentina)
Jogos (Grupo C)
Argentina x Costa do Marfim – 10 de junho, 16h (Brasília), Hamburgo
Argentina x Sérvia e Montenegro – 16 de junho, 10h (Brasília), Gelsenkirchen
Argentina x Holanda – 21 de junho, 16h (Brasília), Frankfurt
Como eles chegaram à Alemanha: Foram a primeira seleção sul-americana a garantir a vaga, três rodadas antes do final das eliminatórioas. Terminaram, porém, o torneio em segundo lugar. O Brasil ficou em primeiro pelo saldo de gols.
Destaque nas eliminatórias: Houve várias mundanças no time, com novas caras aos poucos tomando o lugar da geração de 2002. Ninguém jogou mais de 13 jogos, mas o habilidoso meio-campo Luis González é uma boa pedida para jogador mais regular.
Técnico: José Pekerman. Tem uma carreira magnífica desenvolvendo jogadores jovens e levando a Argentina aos títulos dos Mundiais sub-20 de 1995, 1997 e 2001. Será que poderá fazer o mesmo com a seleção principal?
Retrospecto em Copas: Duas vezes campeã (1978 e 1986) e duas vezes vice (1930 e 1990). Rumo à 14ª Copa do Mundo, eles são uma das principais forças do futebol mundial.
Momento para lembrar: O título no México em 1986, quando Diego Maradona chegou a alturas que poucos – se é que alguém – jamais alcançaram.
Momento para esquecer: Suécia 1958, quando eles retornaram à competição pela primeira vez desde 1934. Fora de ritmo, perderam de 3 a 1 para a Alemanha Ocidental e de 6 a 1 para os tchecos.
Astro de todos os tempos: Sem discussão. Ame-o ou odeio-o, a performance de Diego Maragona em 1986 é um dos marcos individuais da história do esporte.
Pontos fortes: Nenhum outro time no mundo troca passes com tanta eficiência no meio-de-campo. Eles também têm bons jogadores para quase todas as posições.
Pontos fracos: Uma superdependência de Riquelme, jogador que pode ter altos e baixos. Pekerman tem ainda que achar a escalação ideal e definir o sistema de jogo. Ele também deve estar preocupado pela falta de um goleiro de categoria internacional.
Você sabia? Depois da carreira como jogador, Pekerman deu um tempo do futebol e trabalhou como taxista para se reencontrar na vida.
Ranking mundial:9
Chances: 8/1
Opinião argentina: "Ainda não sabemos qual é a nossa melhor formação. Então, tudo depende das decisões que Pekerman vai tomar. Ele tem o material bruto e novos talentos maravilhosos. Se ele acertar a mão, a Argentina tem todas as possibilidades de se destacar.” Manuel Epelbaum, jornal La Nación.
Veredicto da BBC: Eles ainda não chegaram a uma semifinal na era pós-Maradona, e é difícil vê-los como campeões neste ano. Ao menos que, claro, Riquelme seja regular, e Messi incendeie a Copa. Mesmo se não, ainda devem jogar um futebol bonito e atraente.
Ranking e chances atualizados em 18 de maio. Chances fornecidas pela William Hill.