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24 de abril, 2006 - 23h24 GMT (20h24 Brasília)

Paulo Cabral
do Cairo

Atentados podem prejudicar turismo no Sinai

As explosões em Dahab podem de novo prejudicar o turismo que aos poucos voltava a movimentar a Península do Sinai.

Turistas israelenses também costumam freqüentar o balneário, mas em menor número do que as cidades mais ao norte da Costa do Sinai, principalmente Taba.

Dahab é um destino preferido principalmente por turistas europeus e o mergulho submarino é uma das principais atrações da cidade.

“Todos estão muito assustados. Os turistas e moradores locais foram todos para a praia depois das explosões e estão evitando voltar para os prédios na cidade”, disse por telefone Ayman Shalaby, que é gerente de um centro de mergulho bem ao lado do supermercado Ghazala, onde aconteceu uma das três explosões.

'Gente sangrando'

Shalaby diz que estava a cerca de 500 metros do centro de mergulho quando ouviu a seqüência de três explosões e voltou para ver o que tinha acontecido.

“Vi muito vidro espalhado, fumaça, gente sangrando e chorando e corpos espalhados”, contou.

O mergulhador – egípcio do Cairo – diz que agora tem que decidir se vai continuar a viver e trabalhar em Dahab.

“É muito assustador. Agora só quero descansar e amanhã (terça-feira) vou tentar saber direito o que aconteceu e decidir o que eu quero fazer”, disse.

Dahab é uma cidade mais simples do que Sharm el-Sheikh – o balneário de alta-classe, a cerca de cem quilômetros de lá, onde três explosões mataram 60 pessoas em julho do ano passado – e costuma atrair turistas com orçamento mais baixo.

Ataques a alvos turísticos no deserto do Sinai não são novidade. Além do atentado do ano passado em Sharm el-Sheikh, outra série de explosões atingiu a costa norte da península em novembro de 2004.

Aquelas explosões, que tinham como alvo claro hotéis e cidade freqüentadas por israelenses, mataram 34 pessoas.