21 de abril, 2006 - 00h34 GMT (21h34 Brasília)
Denize Bacoccina
de Washington
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que o Brasil vai crescer 3,5% este ano.
"O FMI talvez tenha uma previsão conservadora e desatualizada para o crescimento brasileiro", afirmou Mantega em Washington, antes de se encontrar com o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz.
Ele disse que este será o melhor ano do ponto de vista econômico do governo Lula, e marcará o início de um novo ciclo de crescimento. O governo prevê um crescimento superior a 4% para este ano.
O ministro diz que o FMI não tem conhecimento de que o país já controlou a inflação, o que permite que o Banco Central continue a trajetória de redução de juros.
Juros
Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa básica de juros para 15,75% ao ano.
"Os juros estão caindo, a inflação está sob controle e o mercado se fortalecendo. Estes são fatores que vem convergindo para o crescimento", afirmou Mantega.
O ministro falou da situação na China e na Índia, as economias que mais crescem no mundo. "Eles estão num estágio de crescimento diferente. O Brasil está decolando para um ciclo de crescimento e se consolidando", afirmou.
Questionado sobre a preocupação demonstrada no relatório sobre a manutenção de superávites primários elevados para diminuir a proporção da dívida pública, Mantega disse que "quem decide o superávit é o governo brasileiro".
Ele disse que o índice de 4,25% do PIB é suficiente para dar sustentabilidade à dívida pública. Mantega disse que esta meta será "com toda certeza" obtida neste ano e que já será demonstrado no fim de abril, quando o governo tem que ter feito 40% de todo o superávit anual. "Vamos passar esta marca", afirmou.
O ministro se reúne nesta sexta-feira com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato.