04 de abril, 2006 - 12h20 GMT (09h20 Brasília)
Suzannah Price
de Nova York
Não há lugar para minas terrestres em nenhuma sociedade civilizada, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, em uma mensagem especial para esta terça-feira – primeiro dia de conscientização sobre as minas promovido pela organização.
Mais de 80 países são afetados por explosivos abandonados após conflitos e minas terrestres, que matam ou ferem até 20 mil pessoas a cada ano - pelo menos 20% são crianças.
A data, para lembrar a dimensão do problema e o progresso da erradicação dessas armas, está sendo observada em quase 30 países, com uma série de solenidades.
O diretor do programa da ONU para minas, Mine Action, Max Gaylard, disse que o problema pode ser resolvido, e que o número anual de vítimas deste tipo de armamento está diminuindo. Segundo ele, "há luz no fim do túnel".
Gaylard afirmou que isso é resultado de ação internacional e pediu a continuação do apoio de doadores de recursos.
Cerca de 150 países assinaram a convenção que proíbe minas antipessoais.
Em sua mensagem, Kofi Annan disse que a produção e colocação de minas está em declínio, que estoques estão sendo destruídos e operações de limpeza de áreas minadas estão sendo aceleradas.
Segundo Annan, governos, doadores, ONGs e a ONU trabalham juntos em uma escala sem precedentes para lutar contra o mal das minas terrestres, e que a meta de um mundo sem minas parece alcançável em anos, e não em décadas, como se acreditava antes.