03 de abril, 2006 - 20h16 GMT (17h16 Brasília)
O governo da Venezuela tomou nesta segunda-feira o controle de dois campos de extração de petróleo que eram operados pelas multinacionais Total, da França, e Eni, da Itália.
Esta é a primeira ação do tipo tomada pelo presidente Hugo Chávez desde que assumiu o cargo, em 1999.
Segundo o correspondente da BBC em Caracas Greg Morsbach, a ação tomada pelo governo venezuelano envia uma forte mensagem de que qualquer empresa privada de petróleo operando sem o consentimento por escrito do governo deve perder seus poços.
Isso significa que qualquer empresa, estrangeira ou nacional, que tenha se recusado a entrar num acordo para uma sociedade com o governo de Chávez na última sexta-feira poderá agora ter suas operações na Venezuela fechadas.
Sociedade
O acordo, que determina que o Estado venezuelano será o parceiro majoritário, com 60% das ações, foi assinado por 16 empresas petrolíferas.
O ministro da Energia da Venezuela, Rafael Ramírez, disse que o governo manterá o controle dos poços de petróleo da Total e da Eni até as partes chegarem a uma solução.
Mas em um comunicado a Eni disse que estava considerando uma ação legal contra as autoridades venezuelanas por violação de direitos contratuais.
Uma porta-voz da Total disse que sua companhia ainda não decidiu como proceder, mas que a atitude do governo não foi uma surpresa, já que a empresa não havia aceito o acordo oferecido pelo governo venezuelano.