27 de março, 2006 - 17h48 GMT (14h48 Brasília)
A Líbia está abrindo as portas para milhares de turistas de todo o mundo, que estão chegando ao país para ver o eclipse solar.
O país diz que todas as nacionalidades são bem-vindas, menos os israelenses.
Em um país onde conseguir um visto é muito difícil, o grande número de turistas é uma novidade.
O eclipse desta quarta-feira vai ser visível na Ásia, Turquia e no Brasil, mas a Líbia é onde o eclipse total do dia 29 de março vai durar mais: quatro minutos e sete segundos.
Turistas
A primeira coisa que o eclipse solar apagou foi a burocracia para conseguir vistos. Mais de 6,7 mil vistos válidos por uma semana já foram emitidos pelo Ministério do Turismo.
O maior contingente dos turistas que vão assistir o eclipse na Líbia são americanos: mais de 2 mil. Eles são seguidos de ingleses, franceses e outros europeus.
Somente cinco agências de viagem estão vendendo pacotes para o eclipse, que incluem transporte e acomodação.
Os melhores e mais caros são os que vão levar os turistas para Waw al Namus, no meio do deserto, a dois mil quilômetros de Trípoli. Quatro dias vão custar US$ 2.650 (R$ 5.771) por pessoa. O preço inclui os vôos, segundo Abdel Rizak Rwasht, diretor de uma das agências.
Quatro lugares com a melhor visibilidade vão oferecer hotéis: Bir Ghbay, Waw Al namus, Jalu e Bardi.
O país, que sofreu sanções econômicas da ONU por muito tempo, tem infra-estrutura hoteleira bastante limitada.
"Começamos a trabalhar na infra-estrutura do evento em 2003," conta Abdulrazzag Abulgassim, chefe de desenvolvimento do turismo, no Ministério do Turismo.
"Não vai haver problemas porque o eclipse vai ser no deserto e vamos tomar conta da segurança, da saúde e das condições sanitárias," afirma Abulgassim, responsável pelo maior evento turístico já ocorrido na Líbia.
O governo líbio acredita que este primeiro evento vai trazer um impacto positivo no setor turístico, uma indústria ignorada por décadas.