27 de março, 2006 - 17h01 GMT (14h01 Brasília)
A caçada anual de focas harpa começou no fim de semana no Golfo de St. Lawrence, no leste do Canadá.
A caça polêmica, que ganha destaque da mídia internacional todos os anos, vai matar a pauladas 335 mil focas neste ano.
Entre os defensores dos direitos dos animais estão Paul McCartney e sua esposa, Heather Mills McCartney, que condenaram a matança. A atriz e ativista Brigitte Bardot também é uma crítica de longa data da caçada.
Na primeira visita da atriz ao local da matança das focas, em 1977, a publicidade praticamente acabou com a prática e foi proibida a caça de filhotes pequenos.
Bardot queria encontrar-se com o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, para protestar contra o que ela chamou de "massacre", mas ele não aceitou.
Trabalho e dinheiro
O governo canadense defende a matança como uma tradição de centenas de anos, que rende 16,5 milhões de dólares canadenses (R$ 30,4 milhões) por ano para os caçadores em vendas de carne e peles.
E também como controle populacional das seis milhões de focas harpa que existem no país. O triplo do número que existia em 1970, de acordo com o primeiro-ministro.
A correspondente da BBC no Canadá, Celine Herviewx-Payette, diz que neste ano o acesso aos animais será muito mais difícil para os caçadores e para os defensores de focas, por causa do gelo, que está derretendo mais na costa. Ambos vão ter que usar barcos.
As focas harpa podem ser legalmente caçadas quando perdem a capa branca, por volta das duas semanas de idade.
Ativistas estão pedindo para cadeias de restaurante americanas boicotarem frutos do mar canadenses.